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	<title>SOS Hollywood - Hollywood Nunca Esteve Tão Perto de Você! &#187; Sociedade</title>
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		<title>[Literatura] A Natureza das Perguntas</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 10:28:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se cada pergunta é feita [ou pelo menos deveria ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/01/questionMark.jpg" alt="" title="questionMark" width="580" height="306" class="aligncenter size-full wp-image-1234" /></p>
<blockquote><p>Se cada pergunta é feita [ou pelo menos deveria ser feita] com o intuito de se aprender ou informar, toda pergunta tem o potencial transformador [...]</p></blockquote>
<p><em>Por Fábio M. Barreto</em></p>
<p>Pensar no futuro é tarefa normalmente reservada aos sonhadores. Ou meramente tolos. Opiniões sempre divergem nesse sentido, uma vez que cada um dos envolvidos encara sua presença de forma diferente na grande equação do Destino. Ela existe, fato. E sua mera inevitabilidade pressupõe infindáveis modos de se relacionar com suas possibilidades. Tantas variáveis, tantos mundos possíveis, dúvidas e mais dúvidas.  Sonhadoras, ou não, as perguntas surgem. Indagações, anseios expressos de forma inquisitória ou simples questionamentos triviais, porém, sempre se busca o sentido de tudo e todos. Essa nem mesmo o Monthy Python conseguiu responder. Muito mais por autoconsciência que por incapacidade intelectual. E a existência, ou não, dessa pergunta não vem ao caso. Mas sim em sua forma.</p>
<p>Propositalmente guiados pelos desígnios e sortilégios do Destino ou simplesmente frutos diretos de cada pequena, mas inexorável, ação tanto individual quanto coletiva, indagamos sobre o futuro. É o anseio por uma epifania hollywoodiana, o momento de inspiração capaz de tudo mudar. Nada mais que a prova máxima do ciclo inquebrável envolvendo ambas as aspirações. Ironia, aliás. Fazer essa pergunta pressupõe consciência social e desconforto pessoal ao ponto de se buscar a mudança, contudo a única saída é a improvável ajuda do próprio Destino, invariavelmente alheio aos desejos iluministas do ser humano. </p>
<p>Pergunta-se para obter informações. Ou, pelo menos, assim a ferramenta funciona em sua forma mais básica. Interesse somado à predisposição pessoal provoca o contato. Quero saber alguma coisa sobre um assunto específico, logo, faço uma pergunta. Nasceu de forma oral, evoluiu para a consulta bibliotecária e ganhou verbo próprio na Era da Informação. Criou-se uma profissão: o repórter. Perguntador profissional, fofoqueiro das intrigas (ir)relevantes, pesquisador e curioso. Individualmente orgulhoso de seus ganchos e sacadas brilhantes, mas, na maioria dos casos, cada vez mais distante dos questionamentos úteis e transformadores. Realidade financeira e a vitória do fluxo sobre a profundidade. Fatores. Sempre fatores. Resultados cada vez mais desprovidos de validade. É o profissional ajudando no pão e circo. É a análise perdendo espaço para a variedade. </p>
<p>Transformação. Se cada pergunta é feita [ou pelo menos deveria] com o intuito de se aprender ou informar, toda pergunta tem o potencial transformador em pelo menos três pessoas: aquela que perguntou – cuja curiosidade não matou o gato, mas sim a ajudou a conhecer algo novo; à perguntada – que, além de ter o ego massageado por ter despertado o interesse de outra pessoa, pôde transmitir conhecimento; e a um terceiro, conhecido de um dos dois interlocutores, inevitavelmente envolvido no assunto quando alguém lhe contou sobre a conversa. Afinal, perguntas interessantes [na melhor das hipóteses] geram uma conversa.</p>
<p>Antes de se pensar na crítica ao idealismo envolvido num cenário tão plausível e cotidiano, valeria a pena encará-lo como objetivo a ser alcançado, em vez de conceito meramente fictício e destoante perante a realidade. Muito se perde quando o termo vem a tona, uma espécie de “estraga festa intelectual”. Ou simples motivo de piada. Ser ideal se difere fundamentalmente de implausível. O beijo ideal não é aquele com a atriz dos sonhos, assim como dirigir o carro perfeito não lhe coloca, inevitavelmente, ao volante de um Aston Martin. Cada beijo é o melhor dos seus sonhos. Naquele momento. Basta fazer a pergunta certa: ele vale a pena ser dado? Melhor ainda se acontecer dentro do carro mais maravilhoso que aquela semana lhe permitiu. Um pôr-do-sol pode mudar tudo. </p>
<p>Cada situação gera inúmeros tipos de perguntas. Brilhantismo e obviedade convivem na mesma cornucópia de potencial. A cada nova conversa, decisões são necessárias. Algo inocente para quebrar o gelo? Ou ir direto ao ponto? Não há erros ou acertos, mas sim objetivos diferentes. Diante de nossa natureza trouxa &#8211; desprovidos da ampulheta medidora da qualidade das conversas de Slughorn -, a melhor aposta está bom senso e na manutenção da objetividade. Entretanto, o tipo e a qualidade de informação fazem toda a diferença. </p>
<p>Poucas são as perguntas capazes de produzir efeitos transformadores, mas elas existem. E aos montes. Nas conversas e locais mais inusitados. A mais simples das respostas pode se converter em informação produtiva e assim formar a opinião. Nesse momento a mágica começa a acontecer, pois a cada nova opinião ou nova perspectiva criada, um grande número de mudanças externas começa a fluir. Mesmo inconscientemente. Tomar consciência da quantidade de novos comportamentos provocados por uma simples mudança pessoal é tão surpreendente quanto anotar quantas perguntas desnecessárias fazemos diariamente, às vezes fugindo de um debate realmente interessante por conta de um comentário vazio ou piada de momento. </p>
<p>Tais “novidades” beiram o trivial no modo como se dá bom dia, como se olha para uma pessoa ou redefine todo seu relacionamento com o mundo a sua volta. Mudanças sempre deixam rastros. Sua intensidade varia, porém. E tal variação acontece de acordo com a qualidade da informação obtida pela pergunta inicial. Nesse mundo ideal, saber a cor predileta da mulher dos seus sonhos tem a mesma validade do que compreender os meandros da mente do melhor cineasta do mundo. Objetividade. Não só seus presentes, mas, quem sabe, suas próprias roupas podem mudar nesse momento; ou nunca mais será capaz de assistir a um filme sem levar em conta o que aprendeu. </p>
<p>Há riscos, claro. Clareza é facilmente confundida com intelectualização esnobe, e um repertório fundamentalmente objetivo e produtivo pode colocar tudo em risco. Mas o chato e o interessante convivem no mesmo interlocutor, sendo julgado diretamente pela(s) outra(s) pessoa(s) da conversa. Tão importante quanto saber o que perguntar, é saber como quem se fala. Um grande jogo de interesses disputado diariamente no mundo todo, mas sem mesa-redonda televisiva no fim da noite ou repeteco no jornal do dia seguinte. É o maior campeonato do planeta. Alguns jogam dormindo, outros pelo computador e a maioria nem percebe estar perdendo por goleada. Informação não falta nessa balbúrdia virtual ou mesmo nas mesas de jantar, principalmente por conta de tamanha pressão social atual e os medos do mundo globalizado.</p>
<p>A disputa está em andamento. Convívio contra utilidade. A mescla é possível, mas improvável. Em meio a toda essa confusão, empurra-empurra de interesses e a constante necessidade de decisão, os sonhadores – sempre eles – ainda se perguntam: qual o sentido da vida? A resposta provavelmente está em meio a todas as perguntas muito mais relevantes e produtivas que eles vão fazem antes de ter tempo para pensar no dilema dos dilemas.</p>
<p>Aliás, alguém já pode ter descoberto e não percebeu. As maiores surpresas acontecem dos modos mais simples. Surpreendentes. E transformadores.</p>
<p>E tudo começa com um ponto de interrogação na hora certa. Não é mesmo?</p>
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		<title>Nosso Mundo Merece um Novo Tipo de Criminoso?</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 02:48:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O fenômeno Coringa em Batman: Cavaleiro das Trevas chamou a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/QmF0bWFuJTJDK0RhcmsrS25pZ2h0XyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNf-68" class="bbli"><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2008/12/batman3-1024x434.jpg" alt="" title="batman3" width="1024" height="434" class="alignnone size-large wp-image-2583" /></a></p>
<blockquote><p>O fenômeno Coringa em <strong>Batman: Cavaleiro das Trevas</strong> chamou a atenção pública para o perfil psicopata capaz de aterrorizar uma cidade, porém, ele não passa de um poderoso catalisador para uma nova realidade em Hollywood, que, mais do que nunca, dedica suas maiores realizações ao sujeito imprevisivelmente violento, sem motivações políticas&#8230; alguém puramente insano.</p></blockquote>
<p>Falar em vilões ou personagens malucos sempre suscita a menção a alguns filmes famosos, mas em vez de ficar citando arquétipos clássicos ou obras estreladas por Jack Nicholson, precisamos olhar para a atualidade desse tema. A temporada de filmes do ano passado chamou a atenção para um perfil incômodo de indivíduo. <strong>Daniel Plainview</strong> viveu no extremo por conta de sua ganância em <em>Sangue Negro</em>, enquanto <strong>Anton Chigurh</strong> matava indiscriminadamente com sua arma de ar comprimido no Texas de <em>Onde os Fracos Não Têm Vez</em>. O <strong>Coringa </strong>que aterrorizou Gotham City chegou apenas para fechar esse trio assustador, mas não inteiramente malévolo sob o aspecto sócio-religioso.</p>
<p><span id="more-1653"></span></p>
<p>O que há em comum entre esses personagens? Eles são inteligentes, eficazes, autênticos e memoráveis. Boas características, certo? E tudo isso também é esperado dos heróis, porém, excetuando-se o Coringa, que enfrenta ninguém menos que Batman, os outros sujeitos se tornam excepcionais no mundo de hoje, onde o herói mascarado não existe e cujo roteiro não é feito para finais felizes. É a vitória da genialidade sobre a mediocridade e acomodação social.</p>
<p>Embora separado por décadas, o mundo de Plainview e Chigurh reflete a necessidade social para a existência do homem inescrupuloso em termos interpessoais e fazedor de suas próprias regras. Essa constatação permite arriscar a afirmação de que precisamos desse tipo de personagem ganhando força no atual momento. Vários são os fatores. O primeiro, e mais óbvio, é a necessidade não da mensagem politicamente correta do “seja quem você quiser” tão falada pela campanha de Barack Obama, mas sim a idéia de que “sua vontade deve ser respeitava e pode ser realizada nesse mundo”.</p>
<p>Outro elemento é a não-frustração presente nesses indivíduos. Por desconhecer barreiras alheias a seus desejos, eles são capazes de realizar todos os seus objetivos. O fato de tais conquistas serem deturpadas e condenáveis não afeta em nada aqui, afinal, na cabeça deles, tudo faz sentido. Heróis questionam suas motivações, reavaliam ações e vivem em constante crise por conta da validade de seu trabalho. Chigurh não perde tempo com isso, ele impõe sua lógica e lei. Já Plainview vê o mundo como uma eterna batalha da qual somente ele pode, e vai, vencer. E o que dizer do Coringa transgredindo tudo e todos, matando a esmo em larga escala apenas para acabar com o Batman e provar sua superioridade intelectual?</p>
<p>Claro que o aspecto negativo surge violentamente ao se imaginar um lugar onde todos se canibalizam em prol do benefício próprio. O cinema cansou de mostrar homens como <strong>Gordon Geeko</strong>, vilão odiável do início ao fim justamente por ser caricato e previsível em sua maldade. Ninguém esperava por um sujeito com uma arma de ar comprimido, por exemplo, enquanto o executivo sem alma se tornou clichê sem força. Finalmente, o óbvio deixou de ser a regra e espaço para novas leituras aparecem.</p>
<p>Obviedade ou construção caricata não são problemas para Plainview, Chigurh ou o Coringa. Eles são donos de um carisma curioso, mas causam fascinação justamente por deixarem o espectador sem saber como reagir a seus repentes de insanidade. Aquela velha história da “área cinzenta” entre o certo e o errado há muito caiu por terra, caso não tivesse, o atual momento não deixaria dúvidas: os grandes roteiristas, que ainda defendem o cinema autoral, cansaram do formato dicotômico de antigamente. Curioso dizer que justamente o Coringa, sempre ligado ao extremismo visual por sua maquiagem, não é caricato. Ele já não era engraçado com Jack Nicholson e agora ficou pior ainda com Ledger.</p>
<p>Acima de tudo, esses personagens funcionam como resposta ao surto de sucesso dos super-heróis na telona. Jon Favreau comentou comigo que o grande momento é resultado direto dos efeitos de 11 de setembro e a necessidade, especialmente do povo norte-americano, de reencontrar sua força e a capacidade de superar a dor. Bem, por um lado ele tem razão, mas há muito ódio contido nessa situação e super-heróis não são os melhores catalisadores, afinal, não importa quantas vezes o Homem-Aranha lembre-se que “com grande poder vem grande responsabilidade”, o sentimento mais interno, reprimido e profundo é o de “quero usar esse grande poder para quebrar o Bin Laden ao meio”. Essa possibilidade de extravasar existe no mundo de Plainview, com suas explosões emocionais, sem sombra de dúvidas não seria um problema para Chigurh, que caminharia tranqüilo até seu alvo e faria tudo que o exército não conseguiu e, claro, seria deliciosamente aproveitada pelo Coringa enquanto explodiria metade do Afeganistão.</p>
<p>Esses “novos” vilões fogem do antigo formato imortalizado por Darth Vader ou Hanibal Lecter. O charme deu lugar à agressividade sem rodeios. O deleite de Lecter deu lugar à frieza com que Chigurh pede para uma de suas vítimas ficar quieta por um segundo antes de matá-la; a postura impiedosa de Vader se perde na fantasia quando Plainview esmaga a cabeça do pastor em sua pista de boliche; e o que dizer do surto psicótico de Jack Nicholson em <em>O Iluminado</em> se comparado à vida permanentemente psicótica do Coringa de Heath Ledger que não precisou de fantasmas para atormentá-lo?</p>
<p>Novos tempos, novos modelos, novos tipos de criminosos. Uma mesma necessidade: ver nossas facetas na tela grande, mesmo que, nesses casos, elas sejam aquelas mais reprimidas e condenáveis. Afinal, quando a luz apaga e a cortina sobe, tudo pode acontecer. Mas que as realizações permaneçam no mundo da fantasia cinematográfica ou nas ruas eternamente violentas de Gotham City, também conhecidas como os recônditos na mente humana, onde a natureza agressiva e o heroísmo não têm vez e a mediocridade é recompensada com uma morte ridícula e inútil.</p>
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		<title>CLAP-CLAP-CLAP</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 07:51:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Los Angeles é a capital mundial do puxa-saquismo cinematográfico. Chega [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Los Angeles é a capital mundial do puxa-saquismo cinematográfico. Chega a dar medo!</p></blockquote>
<p>Essa coisa de bater palmas sempre me levava às noites de Oscar, com tudo mundo aclamando o <strong>Scorsese</strong>, o <strong>Clint</strong>, o <strong>Nicholson</strong>, sei lá, algum desses caras formidáveis. Cheguei aqui e tudo foi pelo ralo. Foi na exibição restaurada de <em>101 Dálmatas</em> – a versão do DVD bacana da Disney. O povo começou a bater palmas depois que o representante da companhia apresentou o filme! É, ele deu boa noite, falou do que se tratava e pediu para começar a exibição. Bateram palmas!!!</p>
<p>Fiquei passado! Máquêêêê?! Beberam?!</p>
<p>Bom, logo alguém me disse.  “É o pessoal de TV”, eles são aparecidos e puxam o saco descaradamente. Pensei comigo, bem, cada um com seus interesses. Só esperava que não fizessem isso durante o filme. E não fizeram. Mas foi só a primeira linha de crédito subir e pimba: mais palmas! Filme super novo, o diretor e o estúdio precisam de força para se firmarem, sabe. Ah vá!</p>
<p>Isso continuou acontecendo nas grandes junkets, mas como o pessoal de TV sempre estava lá, desconsiderei e coloquei a culpa neles. Beleza. Mas aí veio <em>O Incrível Hulk</em>. Mega evento dentro do Universal Studios, como relatei aqui, celebridades e o pacote completo. Mais de mil pessoas no anfiteatro. Filme começa. <strong>Palmas</strong>. Mas que diabos?!</p>
<p><span id="more-1564"></span></p>
<p>Calma, não era o filme. Era a vinheta da <em>Universal</em>. Palmas para ela. Palmas?! Já não viram aquilo antes? Ok, estávamos na casa deles, melhor prestigiar. Uma vez passa.</p>
<p>Surge aquela abertura da Marvel. Mais palmas! Uns 4 negos ficaram de pé. Comecei a ficar com medo. Humm, algo estranho aí. Menos de 1 minuto e duas salvas de palmas gerais com direito a gente de pé?</p>
<p>Nesse ponto eu desconfiava que existia alguma senha secreta para ganhar brinde depois da sessão ou, quem sabe, uma carona para casa. Mas lembrei que já estava de carro, então carona não podia ser. Brinde sempre é bom. Seria aquele guaraná amarelo e porco que o Stan Lee toma? Humm. Se a senha existia, ou não, eu com certeza não passei no balcão de informações, logo, dançaria de verde e amarelo. Malditas senhas!</p>
<p>Aí começam os créditos. Adivinha? Palmas!  Falta de criatividade total! Podiam cantar algo, inventar um daqueles passinhos bregas das boates brasileiras nos anos 80, sei lá, improvisa. Cansa, sabe. Mas não, palmas.</p>
<p>Nome do diretor? Palmas para ele! Produtores? Alguma dúvida? Palmas! Nem preciso dizer que o nome de Edward Norton fez com que umas 20 mulheres tentassem suicídio ao dar piruetas no ar e gritando “iuuupie” ao mesmo tempo em que batiam palmas. Aí eu tive certeza: é um código social, se não bater palmas deve ter um detector, conectado ao sistema de câmeras que, automaticamente, vai dizer para o segurança negão (aquele armário 2&#215;2 que meteu medo no Lou Ferrigno, conhecido como LeBrown) vir até o meu lugar e me arremessar em direção à auto-estrada mais próxima.</p>
<p>Até arrisquei simular algumas palmas, para garantir, sabe. Mas sempre olhando para os lados e tentando identificar a aproximação do LeBrown. Se eu morro aqui ninguém fica sabendo e eu tenho filha para criar. Mas não adianta dizer isso ao LeBrown, pois, o emprego dele é esse, e ele deve ter que sustentar as pequenas Lakisha, Nuala e Destiny, logo, sou apenas parte da responsabilidade dele, como pai. E eu, definitavamente, não quero atrapalhar a vida de um sujeito como o LeBrown.</p>
<p>Bom, ele não apareceu e, para minha sorte, o filme começou. Bem, sorte não, pois era hora de bater palma novamente.</p>
<p>A abertura inteira do Hulk foi uma verdadeira tortura ao som de palmas. Para que escutar a trilha sonora? A gente vai ao cinema para ouvir palmas, não é mesmo? Aí o filme começou. Mesmo. Embora lógica não se aplicasse àquelas pessoas, pensei que fosse uma regra do livreto de conduta oficial de exibições gratuitas: puxar o saco de todo mundo, afinal, se eles não tivessem feito o filme, ninguém teria comido de graça ou teria conhecido gente como Edward Norton (que o UOL conseguiu dizer que “não participou do evento”. Cuma?! É, mandaram uma jornalista até aqui, mas acho que ela esqueceu os óculos no Brasil. Hehehe).</p>
<p>Eu contei. Bateram palmas 12 vezes só na abertura. Começou o filme e aí ficou engraçado. Passou uma menina, genérica, nada mais que uma extra naquela montagem do início. Sem brincadeira, foi na minha frente: 7 pessoas levantaram e começaram a gritar o nome dela! Era a família!<br />
Manja aquelas apresentações de balé que todo mundo tem que aturar só para ver sobrinha, filha, irmã ou o que for por anos a fio? Era esse o esquema! A família e amigos do pessoal vão a essas exibições, logo, fazem questão de demarcar território. Só que, em vez de mijar (nesse momento, o Word sugere que eu escreva urinar, mas só de raiva, vou manter!) no poste, eles batem palmas e bancam os joselitos.</p>
<p>Preciso dizer que a cada pancadaria, aparição do Hulk ou tapa que o Hulk dava no Tim Roth o pessoal batia palma? Bom, foram 7 vezes ao longo do filme. Aliás, precisei assistir de novo para descobrir a primeira frase do Tony Stark. É, as pessoas estavam batendo palmas. Ouvir o filme para que mesmo? Se alguém faz isso no Brasil, nossa versão local do LeBrown, também conhecido como Tonhão, aparece e põe pra fora. Mas ainda tem legenda para salvar, né? Aqui, se não escutou, não escutou e já era.</p>
<p>Fiquei imaginando como seria possível devolver minha irritação. Será que as Indústrias Stark têm algum aparelho de eletrochoque que seja acionado pelo movimento das mãos? Poderia distribuir na próxima cabine e dizer que é brinde temático, mas tinha que usar na hora! Aí, cada vez que as mãozinhas se movessem, choque neles! Radical demais? Talvez. Quer dizer, talvez naquela hora, depois eu tive certeza, pois, PODIA ser pior. Como conto a seguir. Mas o melhor acho que seria contratar o LeBrown na próxima e botar medo nos outros, não em mim.</p>
<p>Passado quase um mês desde o surto com <em>O Incrível Hulk</em>, começou o LA Film Festival. Fui cobrir por conta própria. E lá estavam as palmas de novo! Vi gente tentando bater palma em filme coreano, filme sueco e para <em>Tropa de Elite</em>. Bom, as platéias eram cheias de intelectualóides entusiastas, patriotas deslocados e, claro, gente esquisita. É! Além de bater palma para patrocinador de festival, alguns dormem, roncam, arrotam e peidam o filme inteiro! Uma delícia, não? Punições para esses casos também em vieram à mente, mas melhor não contar em público. Mas várias delas envolviam tortura chinesa e leve falta de oxigênio no cérebro aos sujeitos!</p>
<p>Dessa vez foi mais tranqüilo, sem sinal do LeBrown ou de qualquer megatime de segurança. Só umas moças distribuindo as cédulas para dar nota ao filme. Ufa, nem sinal do LeBrown, poderia exercer meu direito de não bater palmas. Acho que a Lakisha trabalhava para eles, sabe como é, a família do LeBrown é trabalhadora!</p>
<p>Mas o pessoal até que tentava motivar e prestigiar filmes interessantes, obras de baixo custo, cinema propriamente dito. Ok, até faz parte. Bom, fazia, até que chegou hoje com o encerramento do Festival e a exibição de <strong>Jornada ao Centro da Terra 3D</strong>!</p>
<p>O filme não é ruim, não entendam mal. É diversão, boas sacadas, canastrice para todo lado, mas diverte. Roteiro meio doido, mas, enfim, depois falo disso na crítica. Mas o ponto não foi esse. Foram as palmas! Claro, sempre elas. A primeira série de homenagens foi para as luzes. Luzes?<br />
Sim, quando as luzes começaram a serem reduzidas indicando o início da sessão. Metade do cinema começou a bater palmas. Seriam os 15 minutos de atraso? Seja lá qual for o motivo, fiquei cabreiro novamente. Não tem como evitar o pensamento: vai ser a mesma pentelhação. E não deu outra. Brendan Fraser foi até o palco para anunciar o início da sessão, todo simpático e meio lesadão (novidade, né?!). Mais palmas. Bom, era o ator, vamos prestigiar. Até eu participei.</p>
<p>Cortina subiu, aparece o logo do Los Angeles Film Festival e&#8230; bom, preciso dizer? Tive que aturar barulho para o nome da New Line, Walden Media e para cada maldito susto que aquelas forçadas com efeitos 3D dão nas pessoas. Tipo jogar algo na direção da platéia, inserir elementos só para criar efeito e nenhum objetivo técnico ou de roteiro, enfim, tudo aquilo que o <strong>Kiss </strong>podia fazer durante a Psycho Circus Tour, mas um filme não pode! E dá-lhe palmas.</p>
<p>O filme acabou e aí veio meio desespero maior. 90% do público se levantou e começou a bater palmas freneticamente, gritando, gente do meu lado gritando <strong>“Watch Out Academy!”</strong>.</p>
<p>Nessa hora eu estava doido para o LeBrown passar por ali (vai saber, podia estar fazendo um freela para a Warner, que foi quem organizou o evento da já debandada New Line). Era só eu gritar: Lakers Sucks! E apontar pro sujeito com toda aquela cara de pau de &#8220;Foi Ele! Foi Ele! Eu juro que foi ele! Estou vestindo uma camisa do Lakers, foi ele, não eu!&#8221;</p>
<p><em>Toma cuidado, Academia??!?! </em>O cara tinha bebido? Ele não podia estar falando sério! Aquele Oscar de Efeitos Especiais que a New Line faturou com <em>A Bússola de Ouro</em> foi um acidente de percurso, aliás! Foi prêmio de consolação! De qualquer forma, fiquei lá para ver até onde aquela insanidade iria. Sem brincadeira, foram 3 minutos e meio de palmas e ovação pura para uma adaptação bobinha de Júlio Verne. Como disse, não é ruim, mas apenas se salvou. Oscar? Esse povo é doido.</p>
<p>Na sessão de <strong>Wall-E</strong>, pelo menos, estava cheio de criança e criança não sabe o que é puxar saco, são honestas e respondem apenas rindo ou ficando quietinhas. Palmas para elas! Especialmente se o LeBrown estiver por perto!</p>
<p>Obrigado!</p>
<p>CLAP-CLAP-CLAP!</p>
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