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	<title>SOS Hollywood - Hollywood Nunca Esteve Tão Perto de Você! &#187; Alice no País das Maravilhas</title>
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	<description>Entrevistas, Opinião e Novidades direto de Los Angeles!</description>
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		<title>[Podcast] RapaduraCast &#8211; Alice no País das Maravilhas</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 22:19:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na semana passada, participei de dois capítulos do RapaduraCast dedicados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/04/abc_rapaduracast181-2.jpg" alt="" title="abc_rapaduracast181-2" width="490" height="230" class="aligncenter size-full wp-image-3269" /></p>
<p>Na semana passada, participei de dois capítulos do <strong>RapaduraCast </strong>dedicados a <a href="http://www.soshollywood.com.br/tag/especial-wonderland"><strong>Alice no País das Maravilhas</strong></a>, em sua versão Duplex. Discutimos a obra literária de Lewis Carroll e também o filme de Tim Burton. Esse foi um dos podcasts mais polêmicos que já participei até hoje, por conta de opiniões inflamadas de muitos participantes e assuntos pesados sendo tratados como pedofilia e a qualidade de Tim Burton como diretor. </p>
<p>A primeira parte do programa aborda o livro e a animação da Disney. <a href="http://www.cinemacomrapadura.com.br/rapaduracast/podpress_trac/web/4847/0/rapaduracast_181-duplex-alice-parte-1.mp3">Ouça aqui</a>.</p>
<p>A segunda parte é dedicada ao filme Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton. <a href="http://www.cinemacomrapadura.com.br/rapaduracast/podpress_trac/web/4847/2/rapaduracast_181-duplex-alice-parte-2.mp3">Ouça Aqui</a>.</p>
<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/04/abc_rapaduracast181-1.jpg" alt="" title="abc_rapaduracast181-1" width="490" height="230" class="aligncenter size-full wp-image-3270" /></p>
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		<title>Modernices nos Países das Maravilhas</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 10:34:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[Modernizar um conto secular vai além da história da Alice [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/04/02_alice.jpg" alt="" title="02_alice" width="685" height="385" class="aligncenter size-full wp-image-3231" /></p>
<blockquote><p>
Modernizar um conto secular vai além da história da Alice de Tim Burton. Esse é apenas mais um capítulo envolvendo uma tendência recente para expandir universos clássicos estrelados por mulheres&#8230; e subvertê-los. Seja com Alice, Dorothy ou a Bruxa Má do Leste.</p></blockquote>
<p>Por Fábio M. Barreto,<br />
de Los Angeles</p>
<p>Uma Alice mais velha se vê frente a frente com a Rainha de Copas, que dominou o País das Maravilhas e iniciou um reinado de terror e opressão; sua missão é devolver a beleza e a alegria ao lugar que visitou na infância. O leitor desavisado pode entender essas linhas iniciais como o roteiro para o novo filme <a href="http://www.soshollywood.com.br/alice-critica/"><strong>Alice no País das Maravilhas</strong></a>, dirigido por Tim Burton e escrito por Linda Woolverton, porém, é o argumento para uma produção de menor impacto mundial, mas igualmente bem-produzida e relevante no rol das adaptações de Lewis Carroll: <strong>Alice</strong>, minissérie produzida e exibida pelo canal a cabo Syfy. Mulher feita, instrutora de caratê e traumatizada pelo súbito desaparecimento do pai, essa Alice encontra um cenário urbano, deturpado e mais cheio de relações com o mundo real do que gostaria. É um novo momento para a heroína, cujo destino é causar a mudança e libertar. Entretanto, ela não é a única personagem literária envolvida nessa linha de raciocínio e adaptação. Tudo começou com uma famosa Bruxa&#8230;</p>
<p>Quando<strong> Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West </strong>foi lançado, em 1995, muito se ponderou sobre alguma das verdades absolutas dos clássicos infantis, especialmente seus vilões. Afinal de contas, restavam poucas dúvidas sobre a malevolência da Bruxa Má do Oeste, bem, pelo menos até o lançamento de <strong>Wicked</strong>. Longe da linguagem infantil, repleto de alegorias políticas, econômicas e sociais, o romance [que mais tarde foi transformado em musical de sucesso na Broadway] subverteu os conceitos definidos sobre a personagem, revelou suas verdadeiras motivações e a transformou em ídolo para parte dos grupos defensores dos animais. Os tempos são outros. Ninguém é bom ou mau simplesmente por que o autor assim o disse, em 1900. Os leitores mudaram, assim como a dinâmica do mundo. </p>
<p>Um resultado direto dessa tendência surgiu quando o <strong>Syfy </strong>[então ainda chamado de SciFi Channel] produziu a minissérie de sucesso: <strong>Tin Man</strong>. Os elementos estavam todos lá, menos o ambiente fantasioso da ambientação infantil do original L. Frank Baum. É um novo mundo, um novo Oz. Dorothy, ou melhor, a neta da personagem original se vê jogada num ambiente deprimente, sombrio e assustador. Não por simples cores, mas por personagens amargos e um governo autoritário. Interpretada por Zooey Deschannel, a nova Dorothy faz seus aliados clássicos (e conhece o Mágico, vivido por Richard Dryefus) e procura soluções para as mazelas que afetam o lugar. Nada é o que parece e tudo é surpreendente assim que termina a estrada de tijolos amarelos. Não há lugar para inocência ou dúvidas infantis, Dorothy enfrenta a morte a cada novo desafio. Sua função vai além da simples leitura da “valorização da mulher” e afeta o âmago de todos, uma vez que seus dilemas são universais.</p>
<p>“Se a fantasia tem uma função no mundo de hoje, é chamar atenção para problemas latentes, mas incomuns na mídia ou na agenda dos políticos”, comenta o ator <strong>Alan Cumming</strong>, em entrevista exclusiva ao <strong>SOS Hollywood</strong>; ele interpreta o Espantalho, ou melhor, Glitch, uma nova vertente imaginada para o personagem sem cérebro (sem memória, nesse caso). “Por vezes, apostar apenas no noticiário ou em um filme esporádico abordando tais temas não é o suficiente. Precisamos utilizar cada oportunidade; algumas decisões são irreversíveis no nosso mundo. Torná-las públicas é um direito, agir é um dever, mas aí não podemos fazer mais nada. O trabalho do ator tem limites”.</p>
<p>De acordo com Cumming, “o espectador disposto a enxergar apenas o óbvio seja numa alegoria clássica, seja numa dessas novas versões, opta pela postura da aceitação. Não creio que todos devam se tornar revolucionários, mas quando o simples ato de ter compaixão por alguém, ou mesmo um animal, pode fazer a diferença. Isso sem contar na relevância política que certas atitudes provocam”. Debate é o grande atributo nessa tendência, cujo aspecto comercial é inegável, mas a mera escolha por ambientações mais sombrias e próximas da realidade de cidades e países afetados por tragédias reforça sua atualidade.</p>
<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/04/tinman-cast.jpg" alt="" title="tinman-cast" width="650" height="488" class="aligncenter size-full wp-image-3245" /></p>
<p>Tudo isso é feito com respeito à importância dos valores familiares e também da amizade, presentes do original. Entretanto, não há nada que impeça tais conceitos de fazerem parte de uma vida mais politizada ou ativa. Aliás, pelo contrário, <strong>Tin Man</strong> incentiva essa prática, seja pela grande decisão de Dorothy ou pelo doloroso passado do Homem de Lata [o Tin Man do título], vivido por Neal McDonough. </p>
<p>Mais assustador, porém, é o País das Maravilhas encontrado pela Alice da minissérie de 2009. A estreante Caterina Scorsone visita a terra dos sonhos de Lewis Carroll cerca de 150 anos depois da história clássica; ela é uma reencarnação da personagem. Assim como sua protagonista, o argumento também renasceu e ressurgiu perante uma nova realidade mundial. Sem a existência de grandes governos opressores, uma vez que o Grande Irmão de Orwell não se concretizou, responder a outras ameaças se faz necessário e, quer dizer, versões dessa grande mazela: dependência virtual e irrelevância pessoal.</p>
<p>Cada vez mais afetados por uma sociedade vivendo sob o signo da celebridade e da falsidade realista da versão deturpada da obra de Orwell, anacronismos se fazem mais constantes e a massificação parece inevitável. Alice vê tais elementos presentes em seus encontros com o Cavaleiro Branco [Matt Frewer, que será visto nessa semana em <strong>Supernatural</strong>, interpretando o Cavaleiro do Apocalipse: Peste] e sua visita ao Cassino de Emoções, uma alegoria direta ao vício pela gratificação instantânea da Internet e, mais recentemente, das mídias sociais. </p>
<p>Exploração e ilusão são dois elementos fortemente presentes nessa versão. Os humanos são as Ostras [retratadas de maneira infantil pela animação da Walt Disney, por exemplo], seres explorados pela Rainha de Copas (Kathy Bates) e sua demanda não por cabeças, mas por emoções das quais é naturalmente incapaz de sentir. Os habitantes do País das Maravilhas não passam de ferramentas para que ela alcance seus objetivos, portanto, perdem suas cabeças no ato de seu nascimento, por serem despidos de qualquer chance de uma vida normal. E o Chapeleiro Maluco [numa brilhante interpretação de Andrew-Lee Potts] faz as vezes de facilitador, negociante, intermediador, vilão e bom-moço, de acordo com a maré. A síntese do sujeito moderno: disposto a sacrifícios para encontrar sua felicidade individual, mas como limites rasos e tão mutáveis quanto sua nova afinidade.</p>
<p>Muito pode ser explorado do original de Lewis Carroll, cujas estruturas e personagens servem, na verdade, como linha guia para infindáveis adaptações e aplicações, assim como as fórmulas matemáticas com as quais Carroll convivia: basta encontrar o contexto correto e aplicá-las. Felizmente, esses preceitos literários são mais flexíveis que a rigidez numérica.  Porém, o aspecto sombrio anexado pelas leituras contemporâneas supera, e muito, o contexto assustador do original. Alice podia se ver diante de situações incompreensíveis, portanto, aterrorizantes, mas quando a <strong>Alice </strong>do SyFy se depara com vida e morte num mundo semi-destruído e, aparentemente, sem esperanças, o resultado é diferente. E sem todo aquele nonsense digno de tablóides sobre as implicações sexuais e pedófilas envolvendo Carroll e Alice Liddell. </p>
<p>O ser humano é sempre seu pior inimigo. Seja em nosso mundo, no País das Maravilhas ou na Terra de Oz, por vezes surgem mulheres capazes de abrir nossos olhos e, providas de sua sensibilidade afinada e carinho latente, transformam suas ações em tarefas muito mais transformadoras que a habitual força bruta masculina. Há muito que se aprender com tais exemplos e arquétipos, mas o aprendizado só é possível quando suas reais intenções e lições são compreendidas. E tal compreensão vai muito além de sexo, vínculo com a realidade ou período de inscrição histórica. Não é preciso estar diante de um surto psicodélico para vivenciar as maravilhas da imaginação.</p>
<p>Veja um vídeo dos bastidores de <strong>Alice</strong>:</p>
<p><center><object width="400" height="400" align="middle"><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="movie" value="http://widget.syfy.com/singleclip/singleclip_v1.swf?CXNID=1000004.10035NXC&amp;WID=48e10f5e9dbb50aa&amp;clipID=1182152"/><param name="quality" value="high" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><embed src="http://widget.syfy.com/singleclip/singleclip_v1.swf?CXNID=1000004.10035NXC&amp;WID=48e10f5e9dbb50aa&amp;clipID=1182152" quality="high" bgcolor="#ffffff" width="400" height="400" align="middle" allowScriptAccess="always" allowFullScreen="true" type="application/x-shockwave-flash"></embed></object><center></p>
<p>Galeria de Imagens de <strong>Alice </strong>e <strong>Tin Man</strong>.<br />

<a href='http://www.soshollywood.com.br/modernices-nos-paises-das-maravilhas/attachment/01/' title='01'>01</a>
<a href='http://www.soshollywood.com.br/modernices-nos-paises-das-maravilhas/01_1/' title='01_1'>01_1</a>
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<a href='http://www.soshollywood.com.br/modernices-nos-paises-das-maravilhas/02_alice/' title='02_alice'>02_alice</a>
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</p>
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		<title>Nova Data para Alice no País das Maravilhas</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 17:27:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pouco antes da estréia, a Disney muda a data e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/04/rainha-de-copas_alice.jpg" alt="" title="ALICE IN WONDERLAND" width="650" height="365" class="aligncenter size-full wp-image-3126" /></p>
<blockquote><p>Pouco antes da estréia, a Disney muda a data e informa o número de salas para a Alice, de Tim Burton.</p></blockquote>
<p>A primeira data de estréia para <strong>Alice no País das Maravilhas</strong> era 23 de abril. Muito atrasado em relação ao resto do mundo, o Brasil é um dos últimos grandes mercados a estrear o longa-metragem, mas há pouco tempo, as coisas melhoraram um pouquinho com a nova data, 21 de abril, que aproveitaria o feriado e ajudaria nas bilheterias. Porém, hoje, sem justificar, a Walt Disney do Brasil informou o retorno da estréia para a data original, ou seja, <strong>23 DE ABRIL </strong>em circuito nacional!</p>
<p><a href="http://www.soshollywood.com.br/tag/especial-wonderland"><strong>VISITE O ESPECIAL WONDERLAND</strong><br />
</a><br />
Serão 400 cópias. De acordo com a companhia, 126 salas 3D em todo o país vão receber o filme, enquanto, entre as versões 35 mm, a previsão é de 80% de cópias dubladas e 20% legendadas. Embora o cinema seja o responsável pela escolha do formato [dub/leg], quem prefere o filme original &#8211; e as fãs de Johnny Depp, que vão querer escutar sua voz &#8211; vão precisar se esforçar mais para assistir nessa versão. A razão é simples e beira a escorregada técnica: com classificação indicativa para 10 anos de idade, a companhia aposta num filme infantil. E aí está o problema: Alice no País das Maravilhas é tudo, menos infantil!</p>
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		<title>[Atrevida] Especial Alice</title>
		<link>http://www.soshollywood.com.br/atrevida-especial-alice/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 12:02:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em mais uma matéria na mídia impressa, agora na Revista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/VGltK0J1cnRvbl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXw==-56" class="bbli"><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/04/alice_3.jpg" alt="" title="alice_3" width="500" height="390" class="aligncenter size-full wp-image-3033" /></a></p>
<blockquote><p>Em mais uma matéria na mídia impressa, agora na Revista <strong>Atrevida</strong>, Alice no País nas Maravilhas é destaque pela ótica desse repórter.
</p></blockquote>
<p>A revista <strong>Atrevida </strong>publicou em seu <a href="http://atrevida.uol.com.br/beleza-gente/188/artigo168050-1.asp">site </a>um especial com diversas informações sobre o filme <strong>Alice no País das Maravilhas</strong>. A matéria já foi publicada na versão impressa e agora está disponível também na rede. Nunca perco a oportunidade de apresentar o aspecto literário a todo público que tenha interesse. E, digam o que quiserem, a geração &#8220;Crepúsculo&#8221; tem lido um bocado ultimamente, então, por que não incentivar a ler, por exemplo, Lewis Carroll? Sem contar o desafio que é escrever para um público sempre surpreendente como as leitoras da Atrevida.</p>
<p>O <a href="http://atrevida.uol.com.br/beleza-gente/188/artigo168050-1.asp"><strong>Especial </strong></a>contém crítica curta, informações sobre Mia Wasikowska, que interpreta Alice, uma pincelada sobre os personagens e até mesmo dados sobre as trilhas sonoras de Danny Elfman e Avril Lavigne.</p>
<p><a href="http://atrevida.uol.com.br/beleza-gente/188/artigo168050-1.asp"><strong>CLIQUE AQUI</strong> </a>para ver a matéria.</p>
<p>Fábio M. Barreto, de Los Angeles.</p>
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		<title>Bastidores de Alice no País das Maravilhas</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 11:15:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Tim Burton]]></category>

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		<description><![CDATA[Curioso sobre o novo filme de Tim Burton? Mergulhe no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/03/tim_burton_mia_wasikowska_alice1.jpg" alt="" title="tim_burton_mia_wasikowska_alice" width="650" height="450" class="aligncenter size-full wp-image-2891" /></p>
<p>Curioso sobre o novo filme de <strong>Tim Burton</strong>? Mergulhe no País das Maravilhas com alguns detalhes dos bastidores, da crianção dos cenários, mescla entre tecnologias 3D, digital e live action e como os atores encararam todas essas novidades. É uma daquelas viagens que só Tim Burton consegue criar para o espectador! Aproveite para visitar o <a href="http://www.soshollywood.com.br/tag/especial-wonderland/"><strong>Especial Wonderland</strong></a>, exclusivo no <strong>SOS Hollywood</strong>!</p>
<p><strong>Alice no País das Maravilhas</strong> chega aos cinemas brasileiros em 21 de abril!</p>
<p>Dois vídeos legendados:</p>
<p><center><object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fK40r3ldNuk&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/fK40r3ldNuk&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"></embed></object></center></p>
<p><center><object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Uf5sntjZYiU&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Uf5sntjZYiU&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"></embed></object></center></p>
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		<title>[Especial] Alice no País das Maravilhas</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 15:15:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde a semana passada, o SOS Hollywood realiza a cobertura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.soshollywood.com.br/tag/especial-wonderland/"><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/03/alice4big.jpg" alt="" title="alice4big" width="600" height="243" class="aligncenter size-full wp-image-2661" /></a></p>
<p>Desde a semana passada, o <strong>SOS Hollywood</strong> realiza a cobertura exclusiva do filme <strong>Alice no País das Maravilhas</strong>, dirigido por Tim Burton, estrelado por Johnny Depp e com roteiro de Linda Woolverton. É um trabalho complexo que envolve diversas críticas, notícias e abordagens a um assunto sempre intrigante e, mesmo séculos depois, relevante: o trabalho de Lewis Carroll.</p>
<p>Esse trabalho vai continuar até o dia 23 de abril, quando o filme estréia nos cinemas brasileiros em cópias tradicionais e 3D. Por conta disso, pela primeira vez em sua história, o <strong>SOS </strong>inclui um banner especial na barra da direita. <a href="http://www.soshollywood.com.br/tag/especial-wonderland/">Clicando nele</a>, ou na imagem no topo dessa matéria, você terá acesso a todas as matérias publicadas com ligação ao assunto <strong>Alice no País das Maravilhas</strong>. </p>
<p>Encaro esse Especial como um teste, um possível modelo para coberturas futuras. Por isso, sua participação é fundamental. Deixe um comentário avaliando o empreendimento, sugerindo e fazendo as devidas críticas. Lembre-se, nenhum jornalista que se preze escreve para consumo próprio. Se você não gostar, nada disso faz sentido, logo, colabore e ajude a criar um SOS melhor a cada nova estréia!</p>
<p>*Agradecimento mais que especial a <a href="http://www.portaldecinema.com.br">Wikerson Landim</a> e <a href="http://twitter.com/msouza3d">Marcelo Souza</a> pela colaboração visual na madrugada. Como você sabe, o SOS não tem designer nem programador oficial, então, é a ajuda de amigos e leitores que mantém esse lado do site.</p>
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		<title>[Crítica] Alice no País das Maravilhas</title>
		<link>http://www.soshollywood.com.br/alice-critica/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 08:14:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
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		<description><![CDATA[Novo-longa metragem de Tim Burton reinventa, revisa e reposiciona o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/QWxpY2Urbm8rUGElRURzK2RhcytNYXJhdmlsaGFzXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNf-80" class="bbli"><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Alice1.jpg" alt="" title="Alice" width="650" height="360" class="aligncenter size-full wp-image-2618" /></a></p>
<blockquote><p>Novo-longa metragem de Tim Burton reinventa, revisa e reposiciona o clássico de Lewis Carroll com 3D moderado e um verdadeiro trabalho de equipe. Nessa versão, cair no buraco do Coelho Branco é o menor dos seus problemas&#8230; divirta-se!</p></blockquote>
<p>por Fábio M. Barreto,<br />
de Los Angeles</p>
<p>Precisamos crescer quando entramos na escola, precisamos amadurecer rápido demais no ginásio, aprendemos a torcer cada vez mais pela maioridade e, aí, precisamos crescer e amadurecer novamente, afinal, os ciclos anteriores não foram suficientes ou serviram apenas àqueles momentos. Isso quando não resolvemos fazer tudo de novo aos 40 e em todas as outras crises da meia e da maior idade. Respiramos, logo amadurecemos. É a condição humana. É a história de <strong>Alice no País das Maravilhas</strong>, livro que nasceu clássico pelas mãos de um matemático com o dom lingüístico em 1865. E também serve como base para o roteiro de Linda Woolverton (<strong>A Bela e a Fera</strong>;<strong> Rei Leão</strong>), que Tim Burton dirigiu com Johnny Depp, Helena Bonham Carter e Alan Rickman no elenco. </p>
<p>Embalado por uma ostensiva campanha visual em todo mundo e, claro, grande expectativa por conta da mais nova colaboração entre Burton e Depp, Alice no País das Maravilhas estreou com força total, faturou mais de US$ 200 milhões no primeiro fim de semana e desbancou <strong>Avatar </strong>como melhor abertura da história. Também pudera, teve cerca de 220 salas 3D a mais que o filme de James Cameron – é o mercado em franca expansão para atender à crescente demanda da tecnologia – e a máquina de fazer dinheiro chamada Walt Disney. Tudo isso, claro, conseqüência de um <a href="http://www.soshollywood.com.br/alice-especial/">trabalho que começou na infância de Tim Burton</a>, quando o diretor leu o clássico de Lewis Carroll pela primeira vez. </p>
<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/03/tim_burton_mia_wasikowska_alice.jpg" alt="" title="tim_burton_mia_wasikowska_alice" width="650" height="360" class="aligncenter size-full wp-image-2627" /></p>
<p>As novidades dessa nova versão concentram-se no aspecto do formato, afinal, mesmo com roteiro diferente do livro, os elementos são os mesmos. Alice, as Rainhas – Branca e de Copas -, o Chapeleiro Maluco, o Coelho Branco e demais personagens do mundo maluco e tresloucado conhecido como País das Maravilhas. Ao optar pelo <a href="http://www.soshollywood.com.br/alice-3d/">uso contido da tecnologia 3D</a>, Tim Burton coloca a responsabilidade nas costas de seu elenco, muito valorizado, mesmo inserido num ambiente repleto de cores [numerosas, mas nem tão brilhantes e atraentes como sugeriam seus pôsteres] e cenários fantásticos.</p>
<p>A própria história busca sua maturidade. Alice (Mia wasikowska) não foge apenas das pressões de uma sociedade machista, mas corre em busca do passado idílico, no qual a presença do pai a confortava. Nesse mesmo passado existe a lembrança de um sonho maluco: o País das Maravilhas. Aprenda seu passado, aprimore o futuro. Mas nesse caso, os períodos voltam a se encontrar quando Alice despenca buraco abaixo. É o início de sua nova jornada, menos formativa que as anteriores, mais definitiva por seu momento pessoal. Toda pessoa boa é meio louca, diz o pai de Alice. Está certo. Imaginação e criatividade valem mais que qualquer convenção social quando se sonha com algo mais que uma vida trivial.</p>
<p>Tal jornada beira o xamanismo, repleto de animais de poder, <a href="http://www.soshollywood.com.br/musica-tema-alice-in-wonderland/">música marcante</a>, reflexos do mundo real, mensagens e uma tarefa. Tão habilmente quanto <strong>Neil Gaiman</strong> faz em <strong>Deuses Americanos</strong>, a trajetória de Alice a confronta com algo capaz de mudar sua vida. Ela não quer, mas vai fazer o que precisa. E vai mudar. Entretanto, como o Sombra de Gaiman, a grande pergunta fica na capacidade de assimilação da experiência. Ou seja, quanto amadurecimento isso vai gerar. </p>
<p>Tim Burton considera uma mistura de contos de fadas com história de terror, acontecendo de forma independente ao original da Lewis Carroll. Já Linda Woolverton, a roteirista, tem outra opinião: “é uma continuação; uma história revisionista, ou melhor, um exemplar do nonsense cinematográfico”, disse à revista Script. Essa dissonância criativa mesmo entre os criadores da obra reforça um das maiores qualidades dos contos de fadas: pluralidade de interpretações. O material base é um só, entretanto, Burton imprimiu sua visão, enquanto Woolverton pode fazer sua contribuição [pesada, aliás, criando nomes, situações e contextos inéditos à obra de Carroll]. Atualidade sobrepondo o clássico, necessidade de uma nova dinâmica tão alucinadamente veloz e competitiva que nem mesmo Carroll antecipou quando lançou a pequena Alice no buraco pela primeira vez.</p>
<p>A história de Alice nasceu como conto infantil, evoluiu para uma complexa provocação matemática e consolidou-se por sua capacidade semântica e criativa. Tudo para instigar as mentes juvenis da virada do século 19, quando o mundo ainda precisava ser explorado e a vida era difícil, mesmo para uma burguesia limitada por seus portões de aço ou mansões cercadas pela pobreza do proletário industrial. As barreiras modernas são outras e o amadurecimento de Alice caminha na direção da independência – pessoal, sexual, comportamental. É a jovem atual e, no mundo virtual de seus sonhos, pode tudo. Muda de tamanho, de visual, de idéia, de postura e precisa mata um monstro por dia. Alice não é mais menininha e não há príncipe encantado vindo salvá-la, pelo contrário, só ela pode decidir o destino do País das Maravilhas.</p>
<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/03/alice_armour.jpg" alt="" title="ALICE IN WONDERLAND" width="650" height="360" class="aligncenter size-full wp-image-2619" /></p>
<p>Muita responsabilidade, claro. Entretanto, falamos em amadurecimento. E carga maior do ser responsável por seus atos e escolhas não há. Longe do dilema de Peter Parker, nota-se o ciclo completo da influência de Alice. Quando <strong>Matrix </strong>estreou, em 1999, Neo seguiu o Coelho Branco buraco abaixo e virou sua vida de ponta cabeça, agora é a vez do Oráculo – ou melhor, Lagarta – devolver o favor à mocinha. Ela bem conhece esse mundo de sonho, mas não se lembra. Ela é Alice, ao mesmo tempo que não é Alice. Quem sabe numa outra vida? Noutro dia? Noutro momento? Tudo muda a nossa volta, mas as maiores mudanças acontecem quando mudamos mais que o entorno. Uma Estranha Numa Terra Estranha. Ainda não está pronta. O tempo é curto. O Coelho Branco está atrasado. E o Jabberwocky está à espreita. </p>
<p>Mas há conforto no nonsense lexical e comportamental do Chapeleiro Maluco.  Muito mais amargurado e saudoso do que maluco, aliás. Um homem perdido no tempo, desprovido de função, numa eterna cerimônia sem propósito. Assim como Nora Dinsmoor, sempre à espera. Não do amor. Da Salvação. De Alice. Chance de ouro para Johnny Depp brilhar. Mas, de comum acordo, mesmo que velado, tanto Depp quanto Burton deixam o brilho para o esforço coletivo. Nada de exageros e pouca ousadia. Se o visual espalhafatoso deixou de ser surpresa meses atrás, sobraria à interpretação a grande novidade&#8230; que nunca veio. Seja a fala semi-fanha digna de Magorium, ou os trejeitos simultaneamente atrapalhados, mas arrojados, esse Chapeleiro é um herói recolhido e assim se mantém, contentando-se em ser o escudeiro da verdadeira heroína. Competência também significa compreender sua função e permitir que a história se desenvolva, sem tentar roupar a cena. E assim é Depp, funcional e agradável quando solicitado. Ah sim, dançarino irreparável. Para padrões do País das Maravilhas, claro.</p>
<p>Por ser uma história seminal e extremamente influente, Alice requer cuidados em seus paralelismos. Não é ela quem se espelha no mundo atual, ao contrário, é nossa modernidade que encontra raízes nos dilemas da pequena sonhadora. Quase adulta na nova versão, enfrente dilemas tão atuais em 1865 quanto em 2010. Mudam-se os formatos e nomes, porém, o ser humano é o mesmo. Assim como suas mazelas. Carroll foi elogiado – e acusado por seu suposto interesse sexual nas irmãs Liddell (Alice, Lorina e Edith), para quem inventou a história, em especial pela fotografia que tirou de uma delas, Alice. Tivesse publicado seu surto no mundo moderno, enfrentaria chacota, apologia a entorpecentes e fracasso inevitável. A mesma inocência que Alice tentava se livrar desesperadoramente, é justamente o que nos acomete atualmente.</p>
<p>Tim Burton não é inocente, nem prega tal conceito. Mas gosta de falar sobre amadurecimento, escolhas e as situações constrangedoras que fazem parte desse processo. Difícil entre escolher entre ter mãos de tesoura na casa de uma vendedora da AVON e conversar com animais falantes na terra onde a Rainha de Copas pode cortar sua cabeça! Sua assinatura está em Alice no País das Maravilhas, mas, dessa vez, ele se comporta como espectador, em vez de maestro. Permite que esse mundo se desenvolva e assiste, de camarote, ao maior dos espetáculos: ver a nossa reação a essa espiadela num lugar onde nada é o que parece e tudo pode acontecer, contanto que você não perca a cabeça! É o pintor, pintando o pintor, que pinta o pintor, que pinta&#8230; e no fim das contas, alguém sabe por que o corvo se parece com a escrivaninha?</p>
<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/03/gato_alice1.jpg" alt="" title="gato_alice" width="650" height="360" class="aligncenter size-full wp-image-2622" /></p>
<p>Alice no País das Maravilhas estréia dia 23 de Abril, no Brasil.<br />
<a href="http://www.soshollywood.com.br/tag/especial-wonderland/"><br />
<strong>VISITE O ESPECIAL ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS!</strong></a></p>
<p><strong>Confira algumas fotos:</strong><br />

<a href='http://www.soshollywood.com.br/alice-critica/alice-3/' title='Alice'>Alice</a>
<a href='http://www.soshollywood.com.br/alice-critica/alice-in-wonderland/' title='ALICE IN WONDERLAND'>ALICE IN WONDERLAND</a>
<a href='http://www.soshollywood.com.br/alice-critica/alice_garden-3/' title='alice_garden'>alice_garden</a>
<a href='http://www.soshollywood.com.br/alice-critica/alice_garden_2/' title='alice_garden_2'>alice_garden_2</a>
<a href='http://www.soshollywood.com.br/alice-critica/gato_alice-2/' title='gato_alice'>gato_alice</a>
<a href='http://www.soshollywood.com.br/alice-critica/lebre-de-marco-2/' title='lebre de março'>lebre de março</a>
<a href='http://www.soshollywood.com.br/alice-critica/madhatter-2/' title='madhatter'>madhatter</a>
<a href='http://www.soshollywood.com.br/alice-critica/alice-in-wonderland-2/' title='ALICE IN WONDERLAND'>ALICE IN WONDERLAND</a>
<a href='http://www.soshollywood.com.br/alice-critica/alice-in-wonderland-3/' title='ALICE IN WONDERLAND'>ALICE IN WONDERLAND</a>
<a href='http://www.soshollywood.com.br/alice-critica/tim_burton_mia_wasikowska_alice/' title='tim_burton_mia_wasikowska_alice'>tim_burton_mia_wasikowska_alice</a>
<a href='http://www.soshollywood.com.br/alice-critica/valete-de-copas-2/' title='valete de copas'>valete de copas</a>
</p>
<p><a href="http://dihitt.com.br?ref=240009" dihitt_check="1c436f2ecd0ac9e267c7ef089d5b084c">diHITT &#8211; Notícias</a></p>
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		<title>&#8220;Alice&#8221; bomba nas Bilheterias</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 16:54:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Novo filme de Tim Burton ultrapassa Avatar como maior abertura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/QWxpY2Urbm8rUGElRURzK2RhcytNYXJhdmlsaGFzXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNf-80" class="bbli"><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/03/gato_alice.jpg" alt="" title="gato_alice" width="650" height="360" class="aligncenter size-full wp-image-2494" /></a></p>
<blockquote><p>Novo filme de Tim Burton ultrapassa Avatar como maior abertura e comprova a força do 3D.</p></blockquote>
<p>Tal qual uma Olimpiada cheia de grandes talentos, as bilheterias norte-americanas tem visto uma quebra de recordes histórica por natureza. Assim que <strong>Avatar </strong>encerrou sua carreira irreparável de três meses de sucesso, <a href="http://www.soshollywood.com.br/tag/especial-wonderland/"><strong>Alice no País das Maravilhas</strong></a>, de Tim Burton, estréia faturando <strong>US$ 210,3</strong> milhões em três dias. Tudo isso com a imprensa e blogueiros criticando o filme constantemente desde a semana passada.</p>
<p>Depois de uma abertura doméstica impressionante com US$ 41 milhões, e mais US$ 43 milhões no sábado [especialmente por conta de famílias lotando as matinês], o bom desempenho se manteve no dia do Oscar e, para surpresa geral, atraiu diversos públicos. O Walt Disney Studios encara as garotas como seu maior público, mas quando horários pouco freqüentados por meninas começaram a ter lotações esgotadas o cenário mudou. Dados oficiais apontam o esgotamento dos ingressos na seguinte ordem: IMAX 3D, 3D e 2D. É a força do formato, cada vez mais relevante no circuito norte-americano (incluindo o Canadá). Nas sessões prévias da quinta-feira de noite, adolescentes tomaram conta das salas gerando US$ 4 milhões. Nos 40 países onde já estreou &#8211; <strong>no Brasil só no dia 23 de abril</strong> &#8211; o filme arrecadou US$ 94 milhões, gerando desempenho recorde entre as aberturas de inverno.</p>
<p>Pesquisas de público apontam o filme como nota A-, enquanto as opiniões da imprensa e da internet são pouco favoráveis. É o marketing contra as milhares de opinões &#8220;relevantes&#8221; do mundo virtual e impresso.</p>
<p><strong>Alice no País das Maravilhas</strong> estreou em 220 salas 3D a mais do que <strong>Avatar</strong>. Fator importante na contabilidade dos ingressos. Isso se deve a uma recente ampliação na oferta de salas em 3D, que estão em franca expansão desde o sucesso do filme 3D de Miley Cyrus, em 2008. O desempenho do filme deve ser bastante promissor, mas nem tanto quanto Avatar, pois, dia 26 de março estréia <strong>How To Train Your Dragon</strong>, da Paramout/DreamWorks, e o circuito deve retirar muitas cópias para receber os vikings matadores de dragão. Na Inglaterra, o anúncio do lançamento do DVD para 12 semanas após a estréia desestimulou grandes exibidores que, com medo de terem vendas baixas, optaram por não exibir ou trabalhar com pouquíssimas cópias. De qualquer forma, faturou US$ 16,8 milhões e sacramentou o incontestável recorde de bilheteria para um filme no mês de março na Grã-Bretanha.</p>
<p>O último tiro será dado quando os últimos quatro territórios internacionais relevantes receberem suas cópias: <strong>Brasil</strong>, França, Japão e China. O estúdio espera que esse grupo seja responsável por 60% do faturamento internacional.</p>
<p><a href="http://www.soshollywood.com.br/tag/especial-wonderland"><strong>Confira o Especial &#8220;Alice no País das Maravilhas&#8221; exclusivo do SOS Hollywood!</strong></a></p>
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		<title>[MOVIE] Jeff Bridges e Carey Mulligan</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 02:36:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Edição de número 5 da MOVIE, nova revista de cinema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Sm9obm55K0RlcHBfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI18=-56" class="bbli"><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Capa_Movie05_72dpi.jpg" alt="" title="Capa_Movie05_72dpi" width="500" height="671" class="aligncenter size-full wp-image-2452" /></a></p>
<blockquote><p>Edição de número 5 da MOVIE, nova revista de cinema brasileira, chega as bancas com <strong>Alice no País nas Maravilhas</strong> na capa e <strong>duas matérias minhas</strong>! Confira!</p></blockquote>
<p>Muita gente pergunta por que não publico tantas críticas ou entrevistas no site. Bem, como correspondente, preciso ser pago pelo que faço e, felizmente, isso tem acontecido com grande freqüência graças à existência da <strong>MOVIE</strong>, revista de cinema, tecnologia e comportamento criada pelo André Forastieri. Como correspondente oficial da revista (o grupo agora é: <strong>Sci-Fi News</strong>, <strong>Movie</strong>, <strong>Atrevida </strong>e <strong>Atrevidinha</strong>) em Los Angeles, estou colaborando cada vez mais e com edição nova nas bancas, hora de comemorar! Êeeee! <img src='http://www.soshollywood.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Nos destaques da MOVIE #5 estão as entrevistas com Jeff Bridges, pelo filme <strong>Coração Louco</strong> &#8211; que deve render o Oscar de Melhor Ator amanhã! &#8211; e também o elenco e direção do filme <strong>Educação</strong>, pelo qual Carey Mulligan também foi indicada ao Oscar, mas dificilmente leva. De qualquer forma, mas matérias cobrem tanto minha opinião sobre os filmes quanto as entrevistas, naquele esquema mesclado que costumo usar nas matérias consolidadas.</p>
<p>Teoricamente, está nas bancas de todo país! Confiram e, se quiserem, deixem suas opiniões aqui!</p>
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		<title>Visual e 3D de &#8220;Alice no País das Maravilhas&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 19:16:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[Alice no País das Maravilhas testas os limites da imaginação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/03/lebre-de-março.jpg" alt="" title="lebre de março" width="650" height="350" class="aligncenter size-full wp-image-2432" /></p>
<blockquote><p><strong>Alice no País das Maravilhas</strong> testas os limites da imaginação com grande força visual e um 3D moderado. Tim Burton moderado? Leia e descubra por que!</p></blockquote>
<p>Imaginação é uma das maiores dádivas da raça humana. Toda criança sabe disso. E Charles Lutwidge Dodgson sabia disso. James M. Barry também sabia. Tolkien passou dos limites, positivamente, mas, essencialmente, imaginar muito era fundamental na virada do século 19, um período de tecnologia feiosa, perspectivas amargas e poucas cores &#8211; especialmente na Inglaterra industrial. Atualmente, as coisas mudaram e imaginar perdeu aquele tom pessoal para muita gente – não a maioria, mas, ainda assim, muita gente. O cinema conta as histórias e o 3D coloca o público lá dentro num momento positivo para a tecnologia visual. E, justamente nesse momento, <strong>Tim Burton</strong> apresenta sua <strong>Alice no País das Maravilhas</strong> ao mundo. Porém, antes do deslumbre, é necessário precaução e atenção. Ah sim, Dodgson é o verdadeiro nome de Lewis Carroll.</p>
<p>As comparações com <strong>Avatar </strong>serão inevitáveis, mas não por mérito, pelo contrário, pela escassez de argumentos válidos na internet e na memória cada vez mais curta dos novos jornalistas impressos. A capacidade de analisar um filme pelo que ele é perde força e, com isso, se perde a habilidade de realmente compreender e apreciar as minúcias de um trabalho visualmente primoroso como esse. Alice no País das Maravilhas não é perfeito, mas suas poucas falhas são incapazes de desmerecer a obra, que <a href="http://www.soshollywood.com.br/alice-especial/">sempre esteve nos planos de Tim Burton</a>, fã assumido da história desde a infância.</p>
<p>Revisitar o País das Maravilhas visualmente não é tarefa fácil, entretanto, sua natureza surreal permite grande exercício criativo da produção. Pode não ser o seu ou o meu País das Maravilhas, mas com certeza se parece – ou não – com cada versão já imaginada. Os elementos estão lá: o Gato de Cheshire, a Lebre de Março, o Chapeleiro Maluco, a Rainha de Copas, as peças de Xadrez da Rainha Branca e o temível Jabberwocky. </p>
<p>É prato cheio para mentes imaginativas como a de Burton. Tudo é real, surreal e irreal, com menos cores do que a idéia transmitida pelas campanhas de pôsteres. Ou melhor, as cores estão lá, entretanto, com menor saturação e causando uma sensação mais real. Um resultado próximo do visual cru de <strong>Sweeney Todd</strong>, por exemplo. E as comparações param por aí.</p>
<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/03/valete-de-copas.jpg" alt="" title="valete de copas" width="650" height="350" class="aligncenter size-full wp-image-2433" /></p>
<p>A mistura do 3D com live action funcionou bem e ajudou a história na maioria dos casos. Única exceção ficando nas mãos do <strong>Valete de Copas</strong>, interpretado por Crispin Glover (o pai de Martin McFly). De forma inexplicável, o personagem – homem “comum”- foi totalmente digitalizado (exceto por sua cabeça) e animado ganhando um movimento desajeitado e artificial. Decisão possivelmente tomada por conta de sua constante integração com seu cavalo – esse sim computadorizado -, entretanto, com resultado negativo. Pelo aspecto positivo, o Coelho Branco está perfeito, assim como Helena Bonham Carter e sua Rainha de Copas, com seu cabeção! A Tea Party (ou Lanche da Tarde, na tradução mais aproximada) também ganhou muito realismo e bela integração entre <strong>Johnny Depp (Chapeleiro Maluco)</strong>, <strong>Mia Wasikowska (Alice)</strong> e os personagens computadorizados.</p>
<p>Exagerado com cores por um lado, ponderado no uso da tecnologia 3D pelo outro. Isso mesmo, Tim Burton foi contido. É uma presença discreta e com função bastante dramática. Essa é a resposta à declaração esnobe de Jason Reitman ao SOS Hollywood sobre “quem quer ver uma lágrima em 3D?”. Novamente, o 3D se apresenta como linguagem e garante aquele conhecido mergulho num novo mundo. É o público seguindo o Coelho Branco e despencando buraco abaixo durante sua visita ao País das Maravilhas.</p>
<p>O 3D de Alice no País das Maravilhas serve à profundidade, à perspectiva e também ao senso de realidade da história, seja na fumaça da Lagarta, na Tea Party ou na integração entre Alice e todos os demais personagens. Por esse aspecto, Tim Burton nunca pode ser acusado de ter exagerado. Fez o certo, ousou em outros aspectos, mas manteve sua história e personagens no primeiro plano, enquanto objetos, árvores e backgrounds ficavam nos seus devidos lugares. </p>
<p>Como tudo no universo de Alice é passível de diversas opiniões, interpretações e mutante, as escolhas de Tim Burton em relação ao 3D seguem a norma, não imitando os filmes mais recentes como Avatar, ou tentando revolucionar e reinventar. Burton simplesmente usou uma ferramenta criada sob medida para histórias como essa ou <strong>O Mágico de Oz</strong>, por exemplo, para entreter o público. Ele testa os limites da imaginação, se é 3D ou não, pouco importa.</p>
<p>Dentro da cinematografia de Tim Burton, Alice no País das Maravilhas não encontra paralelo, ou gênero. É tudo novo, até mesmo para ele. Comparar é tão Flinguntaken quanto uma boa Fragenlaken!</p>
<p>por Fábio M. Barreto,<br />
de Los Angeles</p>
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		<title>Depp e Burton reinventam Lewis Carroll</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 20:21:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tim Burton seguiu o Coelho Branco e encontrou Johnny Depp [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/QWxpY2Urbm8rcGElRURzK2RhcytNYXJhdmlsaGFzXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNf-80" class="bbli"><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Alice.jpg" alt="" title="Alice" width="650" height="350" class="aligncenter size-full wp-image-2371" /></a></p>
<blockquote><p>
Tim Burton seguiu o Coelho Branco e encontrou Johnny Depp esperando do outro lado! É Alice no País das Maravilhas chamando a atenção de pessoas do mundo inteiro. </p></blockquote>
<p>Fábio M. Barreto,<br />
de Los Angeles e San Diego</p>
<p>Quando Alice decidiu seguir o Coelho Branco buraco abaixo, em 1865, a literatura mundial ganhou um de seus maiores clássicos. Dois séculos mais tarde, <strong>Tim Burton</strong>, uma das mentes mais perturbadas e alucinadas de Hollywood embarca na mesma jornada para recriar <strong>Alice no País das Maravilhas</strong>. Apostando pesado na mistura de tecnologias de filmagem – 3D, Imax, animação e película – Burton conta com seu mais proeminente aliado: Johnny Depp. Ele é o Chapeleiro Maluco, o homem das charadas sem resposta, o maior de todos os excêntricos, um personagem escrito sob medida para o estilo extremo e brilhante de Depp. <strong>Alice no País das Maravilhas</strong> estréia na próxima sexta-feira, mas <strong><a href="http://www.scifinews.com.br">Sci-Fi News</a></strong>/<strong>SOS Hollywood</strong>* conversou com a dupla e leva você para a primeira visita à toca do coelho. Prepare seu chá e torrões de açúcar!</p>
<p><strong>Alice no País das Maravilhas </strong>marca mais uma dobradinha entre Tim Burton e Johnny Depp [<strong>Edward Mãos de Tesoura</strong>, <strong>Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet</strong>, <strong>A Fantástica Fábrica de Chocolates</strong> e tantos outros] e que deve continuar nos próximos anos. Burton vai dirigir <strong>Dark Shadows</strong>, cujos direitos pertencem a Depp, estrela natural para essa adaptação de uma novela gótica exibida em 1966, pela ABC. Depp será o vampiro Barnabas Collins. Mas que fruto de um estilo cinematográfico similar, essa proximidade apóia-se numa visão peculiar e alinhada do mundo a sua volta. “Quando começamos a falar sobre o Chapeleiro Maluco, fiz alguns rascunhos e mostrei ao Tim”, comentou Johnny Depp, bem-vestido com um colete listrado sobre uma camisa branca. “Ele tinha feito o mesmo. Bem, preciso dizer que os desenhos eram muito parecidos? (risos)”. </p>
<p>Para Depp, a relação com Burton é algo “que existe, mas não é declarado; uma conexão em termos de compreensão e linguagem própria”. Mas é no lado profissional que as boas piadas surgem: “O melhor de tudo é que ele me empregou umas sete vezes. Estou doido pela oitava e pela nona (gargalhadas). Uma vez estávamos conversando, aí um sujeito ouviu o papo todo e veio falar comigo: ‘não entendi absolutamente nada da conversa, qual era o assunto?’ Não tenho certeza se eu sabia também (risos)”.</p>
<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/03/madhatter.jpg" alt="" title="madhatter" width="650" height="350" class="aligncenter size-full wp-image-2374" /></p>
<p>Atualmente morando na França, Depp recebeu Sci-Fi News em Los Angeles, perto do lançamento de Inimigos Públicos [drama de época dirigido por Michael Mann; <a href="http://www.soshollywood.com.br/inimigos-publicos/">leia crítica aqui</a>]. Oportunidade rara. Depp fala pouco com a imprensa. Simpatia e bom-humor marcaram o encontro, que também foi pontuado pelo comportamento agressivo e exibido de parte dos jornalistas presentes. Tudo terminou com uma batalha por fotos ao lado do ator; alguns chegando a agarrar Depp. Constrangedor. É o poder da celebridade mesmo entre quem convive com astros. Só Depp faz isso ultimamente.</p>
<p>E isso é marcante na vida pessoal do ator. “Gostaria tanto de poder andar incógnito pela Disneylândia com meus filhos; não posso dar essa experiência a eles, pois sabem que quando papai resolve passear em público – especialmente num lugar como a Disney – as coisas ficam esquisitas e fora de controle muito rápido (gargalhadas); gostaria que eles pudessem viver essas coisas comigo”, comenta Depp, indicado ao Oscar por Jack Sparrow, da cinessérie Piratas do Caribe.  </p>
<p>Porém, todas as atenções se voltam para um personagem intrigante e de visual único: <strong>Chapeleiro Maluco</strong>. Johnny Depp assumiu a tarefa de recriar um clássico. Fez isso recentemente com Sweeney Todd, ao lado de Tim Burton, mas o barbeiro parece um sujeito normal, se comparado ao novo Chapeleiro. Pele branca, maquiagem pesada, chapéu digno do Visconde de Sabugosa, comportamento errático e um papel aparentemente maior do que versão literária marcam o personagem. </p>
<p>Mais que o roteiro, o conteúdo original de Lewis Carroll serviu como guia para Depp. E material não falta. “Muita gente estudou Alice à exaustão, eu gosto dos pequenos mistérios, de algumas pistas que o livro dá; isso me fascina, então foi esse rumo que tomei para entender o Chapeleiro Maluco”, comenta. “O que mais me intrigou é o fato dele investigar ‘coisas que começam com a letra M’. Pirei com isso e depois de alguma pesquisa sobre chapeleiros históricos, notei coisas em comum entre eles e, claro, encontrei a frase ‘as mad as a hatter’[tão louco quanto um chapeleiro, expressão anterior a Carroll]. Descobri que uma das razões para isso era envenenamento por mercúrio [presente na cola utilizada na confecção dos chapéus]. Imagine a minha cara quando descobri a razão desse M; é por isso que eles ficavam pineis (risos)”.</p>
<p>Além da composição psicológica e psicotrópica do Chapeleiro, Depp também visualizou sua próxima criação esquisita. Foi dele a idéia de inserir muitas cores e brilho, para depois tirar a saturação. “Johnny busca bases sólidas para tudo que faz; procura coisas que te façam sentir e vai além do sujeito simplesmente doido”, explica Tim Burton a esse correspondente em meio ao caos da Comic-Con, em San Diego. “A maioria das versões mostra o Chapeleiro como um sujeito de uma nota só, invariavelmente maluco; Johnny fugiu disso. Há um lado humano mais forte nessa versão; aliás, é isso que ele sempre faz com seus personagens, vejo muito mais seu estilo nisso do que no visual.”</p>
<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/03/coelho-branco.jpg" alt="" title="coelho branco" width="650" height="350" class="aligncenter size-full wp-image-2373" /></p>
<p>Nem seqüência imediata, nem adaptação direta; nem conto de fadas, nem história de terror. <strong>Alice no País das Maravilhas</strong> é um pouco de tudo para Tim Burton: “nunca vi um filme que realmente gostasse, então resolvi fazer minha versão; faltava ligação emocional com as outras versões. Alice é uma história contínua, não uma simples série de eventos, ou seja, ela não é apenas uma garotinha que fica pulando de cenário maluco para cenário maluco. Há um propósito ali”. Assim como é inevitável não buscar propósito no visual constante da persona de Burton. Usando óculos escuros, com blazer preto, cabelo bagunçado e barba por fazer, parece que minutos separam um encontro recente com o diretor com uma conversa no ano antes. O tempo funciona de forma diferente naquela cabeça criativa&#8230; ou seria louca?</p>
<p>Curioso, porém, notar a semelhança do argumento de Burton com o da minissérie <strong><a href="http://www.syfy.com/alice/">Alice</a></strong>, recentemente exibida pelo SyFy Channel: anos depois, Alice precisa retornar ao País das Maravilhas, lugar comandado pela tirania da Rainha de Copas. Muitas cabeças foram cortadas ali e a insanidade reina absoluta.</p>
<p>Loucura parece ser um elemento constante nessa obra, mas em meio ao caos existe certa ordem. Ou razão. Seja ela a manipulação visual obtida com filmagens em 3D, IMax e animação computadorizada, seja ela transferência emocional que cada espectador pode projetar na história. “Cada indivíduo é esquisito nessa história, mas essa esquisitice é relacionável, afinal, todo mundo passa por algo parecido na vida; até que colocamos a cabeça no lugar (risos)”, brinca Burton, que leu <strong>Alice no País das Maravilhas</strong> quanto tinha cerca de 10 anos de idade.</p>
<p>Embora a história de Alice seja repleta de camadas, subleituras e trocadilhos, há limites até mesmo para Tim Burton. Um deles é o relacionamento entre o Chapeleiro Maluco e Alice. “Não há nada de sexual ali, ela é uma garotinha!”, em versões anteriores um romance ficou implícito entre os personagens o que, por conseqüência, sugeriria algo além no relacionamento entre Lewis Carroll e Alice Liddell [e suas irmãs], para quem ele inventou a história verbalmente e, mais tarde, escreveria o livro.  </p>
<p>Burton tem bastante certeza do que precisa visualmente, ou pelo menos aparenta. Diferente de Robert Zemeckis e sua constante busca pela perfeição virtual, ele filmou tudo misturando 3D e filme tradicional, mas evitou a captura de imagem. “Não gosto dessa ferramenta. Preferi mergulhar na animação pura e complementar com live action; essa mistura faz de Alice no País nas Maravilhas algo novo”, explica Burton. “Essa mistura faz de Alice algo novo, mas como ainda não terminei de descobrir tudo que vai fazer parte dessa novidade (risos), não sei ao certo onde vamos parar; enfim, não gosto da idéia de encher um ator com pontinhos verdes, mas isso não significa que captura seja algo inútil. Cada mídia tem sua utilidade dependendo do objetivo do projeto. Não funciona pra mim”. </p>
<p>Essa é uma das maiores expectativas em torno da obra, afinal, como integrar personagens virtuais como o Coelho Branco, pessoas “normais” como Alice e o Chapeleiro Maluco, e elementos mesclados como a Rainha de Copas e suas cartas. “Helena [Bonhan Carter, esposa do diretor] tem um cabeção, então caiu como uma luva”, brinca Burton. Helena faz as vezes da Rainha Louca. E tem mesmo um cabeção! A personagem, não a atriz. O próprio roteiro faz jus ao conceito de misturar elementos, pois vai assimilar trechos, personagens e acontecimentos de todo o universo que compõe Alice. “Não posso falar que vou utilizar tudo do Jabberwock, por exemplo; é importante salientar que nada acontecerá de forma linear ou exatamente como descrita no livro”, alerta.</p>
<p>Ainda é cedo para especular se o resultado será tão fantástico como imaginado ou descrito por Depp e Burton. As prévias parecem promissoras, mas de uma coisa podemos ter certeza: <strong>Alice no País das Maravilhas</strong> será uma mistura completa e ensandecida entre contos de fadas e histórias de terror: “é isso que faz desse gênero algo tão atemporal, não é? Misturar fantasia e medo”, define Burton. </p>
<p>Em 5 de março é melhor não se atrasar para um compromisso muito importante!</p>
<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/03/alice_garden.jpg" alt="" title="alice_garden" width="650" height="350" class="aligncenter size-full wp-image-2372" /></p>
<p>*Matéria originalmente publicada na revista Sci-Fi News, ed. 138, 2009.</p>
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		<title>[Trailer] Alice no País das Maravilhas</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 16:10:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Assis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos filmes mais esperados do ano, sem dúvida, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/QWxpY2Urbm8rUGElRURzK2RhcytNYXJhdmlsaGFzXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNf-80" class="bbli"><img class="aligncenter size-full wp-image-2301" title="Alice no País das Maravilhas" src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2010/02/alice.jpg" alt="Alice no País das Maravilhas" width="400" height="300" /></a></a></p>
<p>Um dos filmes mais esperados do ano, sem dúvida, é <strong>Alice no País das Maravilhas</strong> (Alice in Wonderland, no original). Uma adaptação de que conta o retorno de Alice ao país das maravilhas em uma espécie de continuação do clássico de <a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/TGV3aXMrQ2Fycm9sbF8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXw==-60" class="bbli">Lewis Carroll<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a>, que também foi adaptado pela Disney em 1951. Desta vez, a aventura acontece em diversos formatos com cópias em 3D, e 3D IMAX e conta com <a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Sm9obm55K0RlcHBfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI18=-56" class="bbli">Johnny Depp<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a>, Anne Hathaway, Helena Bonham Carter e Crispin Glover no elenco e com direção de <a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/VGltK0J1cnRvbl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXw==-56" class="bbli">Tim Burton<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a>.</p>
<p>A estréia mundial acontece em 5 de março de 2010.</p>
<p><center><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/gCM4JiJ6B2I&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/gCM4JiJ6B2I&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></center></p>
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		<title>Sci-Fi News 138: Depp!</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 16:09:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sci-Fi News 138 nas bancas; entrevistas com Johnny Depp, Tim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Sm9obm55K0RlcHBfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI18=-56" class="bbli"><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2009/08/capa-sfn-138.jpg" alt="SFN 138_final.indd" title="SFN 138" class="aligncenter size-full wp-image-724" /></a></p>
<blockquote><p>Sci-Fi News 138 nas bancas; entrevistas com Johnny Depp, Tim Burton, Sam Raimi; atores de Hollywood estão de saco cheio, entenda as razões; e Comic-Con 2009!</p></blockquote>
<p>Anos de trabalho, incontáveis horas de discussões e batalha para mostrar um caminho melhor, milhares de negativas dos estúdios e muita gente irritada com nossa simples existência&#8230; tudo isso faz parte do histórico da <a href="http://www.scifinews.com.br">Sci-Fi News</a>, ao longo de seus mais de 12 anos de existência. Tudo isso para chegarmos à edição 138, que está nas bancas.</p>
<p>Quem me conhece sabe que sou o maior crítico da revista. Critico, pois quero vê-la melhor; por saber que podemos ser muito mais. É a famosa crítica construtiva e com objetivo. Críticos idiotas, preconceituosos e babacas existem aos montes, então, sempre foi meu trabalho questionar a Sci-Fi News sob o ponto de vista de alguém insatisfeito, mas obstinado por sua evolução.</p>
<p>Valeu a pena.  <strong>Sci-Fi News 138 é uma edição histórica</strong>, não só na trajetória da revista, mas também das publicações de cinema no Brasil. A história recente do mercado editorial mostra que há espaço para pluralidade [embora o público esteja claramente consumindo menos] e diversas editoras responderam ao chamado. Algo fantástico para os cinéfilos brasileiros. Logo, é obrigação da Sci-Fi News &#8211; por ser a revista mais experiente e longeva em atividade &#8211; subir o degrau e liderar essa nova onda. Como se faz isso? Coragem, basicamente. Coragem para mudar, se reinventar e realizar um projeto batalhado e sugerido há anos [mesmo!]. </p>
<p>Tudo deu certo. Estúdios colaboraram. Direção teve mente aberta o suficiente para entender sua real vocação. E, momento pessoal, compreenderam a necessidade de uma pauta forte. Critiquei, e MUITO, a 137. Visual bonito [para uma primeira], conteúdo superficial. E eis que chega às bancas a 138, com Johnny Depp na capa, paramentado como Chapeleiro Maluco, de <strong>Alice no País das Maravilhas</strong>, filme da Disney que estréia em 2010; <strong>Entrevistas com Depp e Tim Burton, artigo sobre Atores de Hollywood perdendo a paciência; Jared Padalecki; Distrito 9, Terra Perdida, UP &#8211; Altas Aventuras, novas seções de DVD e Blu-Ray; e Arrasta-me para o Inferno, incluindo exclusivas com Justin Long e Sam Raimi</strong>, entre outras coisas.</p>
<p>A pauta é sólida, diversificada, repleta de entrevistas relevantes, reportagens [sim, reportagens!!!] e um novo ângulo para seus textos. Trabalhei muito. Trabalhei duro. A equipe do Brasil também, com destaque para a arte. Há uma brincadeira interna que &#8220;quando eu gosto de uma capa, pode apostar que não vai vender&#8221;. Agora isso acabou, essa edição nasceu de trabalho conjunto [ok, eu pautei.. hehe], mas só uma idéia não representaria nada. Achei a edição lindíssima e, acima de tudo, útil. Pelo menos na cobertura de cinema, esqueçam das matérias meramente ilustrativas. Eu não escrevo mais nada panfletário. E, se depender de mim, mais ninguém da revista faz. </p>
<p>Por que estou dizendo tudo isso? Muita gente tem uma imagem antiga da revista. Muitas reclamações e frustrações ao longo dos anos. Concordo com muita coisa do que reclamavam, não tenho problema em dizer isso em público. A diferença é que brigo lá dentro para corrigir. Sabendo disso, e sendo o leitor mais chato da publicação, digo a vocês que as coisas melhoraram. Mudar é fácil, melhorar é bem difícil, especialmente sem mudar o preço [notaram?]. Não quero fazer lavagem cerebral aqui não, por isso, peço uma coisa simples: passem numa banca nessa semana, pegue um exemplar, folheie, leia alguns trechos e tire suas próprias conclusões. <strong>A Sci-Fi News 138 deve falar por si</strong>.</p>
<p>Vamos usar esse espaço para discutir essas mudanças, que tal?</p>
<p>Os comentários estão aí para isso. Críticas, reclamações, elogios, sugestões serão mantidos. Ofensas não. Quer baixar o nível, que o faça em outro lugar.</p>
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		<title>[SOS Cast 8] Comic-Con 09</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 23:23:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Duas semanas depois do encerramento da San Diego Comic-Con 2009, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2009/08/post-soscast-08-v5.jpg" alt="post-soscast-08-v5" title="post-soscast-08-v5" class="aligncenter size-full wp-image-655" /></p>
<p>Duas semanas depois do encerramento da <strong>San Diego Comic-Con 2009</strong>, o SOS Cast fala sobre os melhores momentos do evento e traz <strong>entrevista</strong>s curtas com <strong>Peter Jackson</strong> e <strong>Tim Burton</strong> falando, respectivamente, sobre <strong>O Hobbit</strong> e <strong>Alice no País das Maravilhas</strong>. Saiba como as <strong>Crepusculinas </strong>[fãs de Crepúsculo] mudaram a cara do evento, entenda um pouco mais sobre a dinâmica da convenção e se divirta com a voz de velho cansado deste que vos escreve. Esse é o <strong>SOS Cast Especial Comic-Con</strong>, com editora nova – Mayara Campos – e muita coisa sobre o maior evento nerd do universo!</p>
<p><strong>LINKS RELEVANTES:</strong><br />
<a href="http://www.blogdojotace.com.br/">Blog do Jotacê </a>- informações diárias sobre DVD e Blu-Ray<br />
<a href="http://www.cinemacomrapadura.com.br/rapaduracast/?p=3965">RapaduraCast 141 &#8211; Descontruindo a Indústria do Home Entertainment</a><br />
<a href="http://www.soshollywood.com.br/category/living-la-vida-la/comic-con-09-living-la-vida-la/">Cobertura do SOS Cast na Comic-Con</a></p>
<p><strong>TRILHA SONORA:</strong></p>
<p><strong>Telling Stories</strong>, de Trace Chapman<br />
<strong>Faith of the Heart</strong>, de Russell Watson</p>
<p>Duração: <strong>40min54s</strong></p>
<p><strong>EDIÇÃO:</strong><br />
Mayara Campos </p>
<p><strong>IMAGENS:</strong><br />
Marcus Roberto (@<a href="http://www.twitter.com/marcusroberto">marcusroberto</a>)</p>
<p><strong>SUGESTÕES, CRÍTICAS, RECEITAS DE BOLO, TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO</strong><br />
Envie e-mails para: <a href="mailto:contato@soshollywood.com.br">contato@soshollywood.com.br</a></p>
<p><strong>NO TWITTER:</strong><br />
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<p><strong>RSS e iTunes</strong><br />
Adicione o <a href="http://feeds2.feedburner.com/sos-cast"><strong>feed </strong></a>do <strong>SOSCast </strong>no seu iTunes ou outro serviço de download.</p>
<p></p>
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LINKS RELEVANTES:
Blog do Jotacê - informações diárias sobre DVD e Blu-Ray
RapaduraCast 141 - Descontruindo a Indústria do Home Entertainment
Cobertura do SOS Cast na Comic-Con

TRILHA SONORA:

Telling Stories, de Trace Chapman
Faith of the Heart, de Russell Watson

Duração: 40min54s

EDIÇÃO:
Mayara Campos 

IMAGENS:
Marcus Roberto (@marcusroberto)

SUGESTÕES, CRÍTICAS, RECEITAS DE BOLO, TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO
Envie e-mails para: contato@soshollywood.com.br

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		<itunes:author>Fabio M. Barreto</itunes:author>
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		<title>Depp, Johnny Depp!</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 19:30:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Johnny Depp foi muito simpático, respondeu perguntas com bom-humor e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2009/08/johnny-depp-c-2009-small.jpg" alt="johnny-depp-c-2009-small" title="johnny-depp-c-2009-small" class="aligncenter size-full wp-image-572" /></p>
<blockquote><p>
Johnny Depp foi muito simpático, respondeu perguntas com bom-humor e foi atacado por jornalistas desesperados por fotos. Saiba como foi minha entrevista com o Jack Sparrow do Chapéu Maluco!
</p></blockquote>
<p>Como muita gente, conheci <strong>Johnny Depp </strong>em <em>Anjos da Lei</em>. Isso entrega a idade, mas tudo bem. =D Desde então gostei do sujeito, aí ele fez <strong>Edward Mãos de Tesoura</strong> e pronto. Claro que alguns filmes não me agradaram tanto, e ele também precisou aprender um truque ou dois, e ficou um tempão na memória. No geral, Depp é muito bom ator. Discordo das acusações de que ele sofre da &#8220;sindrome do palhaço&#8221; &#8211; só consegue atuar quando totalmente transformado no aspecto visual -, mas boa parte do que ele faz tem esse elemento forte, então é quase uma assinatura de estilo. Bom, tudo isso para dizer que estava empolgadão para assistir a <strong>Inimigos Públicos</strong> e, claro, entrevistar Johnny Depp. O filme é fraco e tem poucas chances de Oscar, mesmo com a atuação boa do Depp. Não dá para carregar um filme desses nas costas, enfim [leia <a href="http://www.soshollywood.com.br/inimigos-publicos/">crítica</a>].</p>
<p>Assisti ao filme na noite anterior à entrevista, e corri para o hotel Four Seasons &#8211; em Beverly Hills. Lá conversaria com Michael Mann [diretor], Christian Bale, Marion Coutilard e, claro, Johnny Depp. Ele fala pouco com a imprensa aqui nos Estados Unidos, mas resolveu dar as caras. Tudo aconteceu no formato coletiva de imprensa. Três grupos de jornalistas &#8211; cerca de 20 profissionais em cada &#8211; falariam com o elenco. Estava na segunda rodada de Depp. Apreensão no ar. Muita gente não o conhecia pessoalmente &#8211; eu incluso &#8211; e todo mundo precisava aproveitar a oportunidade.</p>
<p>Ele chegou de forma bem simpática, mas misteriosa. Usou uma portinha nos fundos da sala da coletiva, ao contrário do resto do elenco, que entrou pela porta da frente. Sorrindo e disposto a responder tudo que perguntássemos, Depp brincou bastante. Jornalista japonês começou a fazer a pergunta e fez algumas afirmações, no meio disso Depp solta um &#8220;sim&#8221;. E o cara devolve: &#8220;essa não é minha pergunta&#8221;, e ele logo emenda: &#8220;então essa não é minha resposta&#8221;. Todo mundo riu.</p>
<p>Consegui fazer três perguntas a ele e adorei as respostas. Todas, aliás, focadas em <strong>Alice no País das Maravilhas</strong> [tinha que escrever uma matéria de capa para a <a href="http://www.scifinews.com.br">Sci-Fi News</a>, sobre ele e o personagem, então o foco foi total]. Uma delas você pode ler <a href="http://www.soshollywood.com.br/260/">aqui</a>. Claro que ele falou sobre John Dillinger, sobre a possibilidade de fazer filmes franceses &#8211; já que mora lá, seria óbvio -, as mulheres francesas e sobre seu estilo de atuação.</p>
<p>Um detalhe muito curioso em Depp foi o seguinte: ele utiliza uma linguagem pouco comum, ou seja, usa palavras mais inteligentes e tem uma linha de raciocínio diferenciada. Por exemplo, ele disse isso &#8220;and the drawings were not dissimilar&#8221; [e os desenhos não eram díspares]. Qualquer ator teria dito algo mais direto como &#8220;e eles não eram diferentes&#8221;. Chamou atenção o fato de usar o termo &#8220;dissimilar&#8221; e de forma 100% correta. Só mais um, entre tantos diferenciais que Depp apresenta. Muito legal isso.</p>
<p>Acho que as fãs pirariam cada vez que ele tirava a franja da frente do olho. Um movimento bastante normal e regular dele, aliás.</p>
<p>A entrevista acabou, ele assinou alguns DVDs e pôsteres e aí começou algo estranho. Jornalistas às vezes tentam tirar fotos com os atores. Eu mesmo tenho várias delas, mas normalmente faço quando entrevisto individualmente, quando o entrevistado gostou muito das minhas perguntas e se dispõe a tal. No caso do Depp foi diferente. Um pelotão de jornalistas disparou pra cima dele. Gente abraçando, pedindo para tirar foto, empurrando. Muito estranho. Duas conseguiram. Fiquei de longe, assistindo &#8211; assustado &#8211; ao circo. Tirei fotos de longe, a maioria borrou. Não tenho câmera profissional. Nunca vi isso acontecer.</p>
<p>A assessora do Depp ficou irritada, puxou ele pelo braço e sumiram pela mesma portinha. Fiquei sabendo do pior depois, um senhor &#8211; mala de tudo &#8211; da Suécia, que sempre tenta tirar foto com todo mundo, estava na outra sala e &#8216;agarrou Johnny Depp pelo braço, deu tranco nele e quase levou um sopapo&#8221;. Depp ficou tão chocado com o puxão que olhou muito feio para o sujeito, pelo que ficamos sabendo depois que todos os jornalistas se encontraram na saída.</p>
<p>Mas isso só prova que Johnny Depp é admirado e idolatrado mesmo entre os profissionais que cobrem Hollywood. Adorei a experiência, adorei as respostas e se portou como um verdadeiro astro. Dando conteúdo àqueles que precisam de seu conhecimento e, assim, garantindo a divulgação de seu trabalho. Uma troca justa. Bem, nem tanto, o que eu escrever logo cai no esquecimento; o contrário não vai acontecer, pois nunca me esquecerei de minha primeira entrevista com o homem de mil faces, sejam elas maquiadas ou não. </p>
<p>Johnny Depp é foda! =D</p>
<p><em><font size="-2">Fábio M. Barreto</font></em><br />
Artigo feito especialmente para as meninas do <a href="http://www.depplovers.com.br">Depplovers.com.br</a> =D</p>
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		<title>Comic-Con = Nerdistão!</title>
		<link>http://www.soshollywood.com.br/comic-con-09-dia1/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 06:08:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Até domingo, San Diego muda seu nome para “Nerdistão” e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2009/07/DSC05777.JPG" alt="DSC05777" title="DSC05777" class="aligncenter size-full wp-image-491" /></p>
<blockquote><p>Até domingo, San Diego muda seu nome para “Nerdistão” e, logo no primeiro dia, pesos pesados ocuparam o cronograma de entrevistas, com direito a <strong>Tim Burton</strong> dando show e, a seu jeito, deixando todo mundo empolgado com Alice. Claro, <strong>Lua Nova de Robert Pattinson e Kristen Stewart </strong>foi o “prato” mais popular do menu.</p></blockquote>
<p>Certa vez, algum desocupado sugeriu por aí que a <strong>San Diego Comic-Con </strong>é apenas fonte de informações e pólo de entrevistas. Verdade, mas não apenas isso. Aliás, encarar o maior evento nerd do mundo dessa forma seria limitar suas possibilidades e, por conseqüência, o próprio resultado dos bate-papos realizados durante a convenção. Há espaço para entrevistas, para registrar os acontecimentos e, sem a menor sombra de dúvidas, para se divertir. É um pacote. Sem curtir um, não se aproveita o outro inteiramente. É por isso que, em 2009, a cobertura do evento vai ser diferente, pelo menos no que me diz respeito. E tudo começou bem cedinho, ou melhor, ontem.</p>
<p>Não exagero quando digo que tudo é diferente. Ano passado fiquei no célebre Hostel Cat, que deveria ter rachado com o Borbs, do Judão, mas ele não veio e encarei o albergue sozinho. Por razões que fogem ao meu controle, acabei ficando sem hotel nesse ano, mas essa é uma das vantagens de morar em Los Angeles. Dá para dirigir ou, no meu caso, tomar um trem para San Diego. Melhor escolha impossível. O Amtrak é confortável, oferece belas paisagens e é ótima desculpa para conhecer muita gente nova [e é o lugar onde escrevo esse texto, aliás, com montanhas passando vagarosas no lado direito e as ondas do Pacífico quebrando contra surfistas que aproveitam o pôr do Sol para relaxar]. Logo, armei uma série de bate-voltas LA-San Diego. Agora me pergunte se comprei os bilhetes antes? <strong>True Blood me atrapalhou!</strong></p>
<p>Quarta-feira foi dia de encontrar Alan Ball e seus comandados na fantástica série [ou seriam filmes disfarçados de seriado?] <strong>True Blood</strong>. Foi um dia intenso, cheio de conversas inesquecíveis – Alan Ball e Stephen Moyer foram particularmente brilhantes  &#8211; e a idéia era comprar as passagens logo que chegasse em casa. Mas&#8230; e sempre existe um mas&#8230; pintou exibição de <em>G-Force</em> para a imprensa. Aproveitei que minha sobrinha estava na área e lá fomos nós para o El Capitan. Dois BigMacs depois, fui chegar em casa perto das 23h. </p>
<p>Bateu um medão de estar tudo vendido. E foi por pouco. Consegui comprar as passagens pela internet. Dormiria apenas 3h30, pois o trem sairia as 6h05, ou seja, acordar às 4h seria fundamental. Peguei um metrô do lado de casa até a Union Station e cheguei com 20 minutos de sobra [ano passado perdi o trem e fiquei esperando por 2h30. Não poderia acontecer novamente, especialmente por causa do cronograma]. </p>
<p><strong>PRIMEIRA MISSÃO</strong><br />
Tudo começaria às 9h30 com uma tarefa exclusiva: fui o único brasileiro convidado para a coletiva de imprensa de <em>Lua Nova</em>, continuação de <em>Crepúsculo</em>. O evento começou torto, aliás, não começou. Erraram o nome do hotel e todo mundo foi para um lugar do lado OPOSTO ao centro de convenções, ou seja, andamos até um lugar para descobrir que deveríamos estar ao lado do ponto de partida. Pensa que vida de jornalista é mole? Dá-lhe praticar uma “semi-corrida” por quase 1 quilômetro. Nisso dei de cara com a fila para o famigerado Hall H. Já era de perder de vista. Parecia mais organizada que sua versão caótica de 2008. Em sua maioria, fãs de <em>Crepúsculo</em>. Vi de tudo: garotinhas com broches de Edward Cullen; e bruacas com camisetas combinando e cara de psicopata. Medo desse povo!</p>
<p>O salão da coletiva surpreendeu. Gigantesco. Dentro do hotel Hilton, do ladinho do Convention Center. Proporcionalmente gigantesco era o pelotão de fotógrafos – profissionais e empolgados &#8230; oi!  &#8211; vista ao longo do palco onde Robert Pattinson, Kristen Stewart e Taylor Lautner falariam com a imprensa. Insano descreve perfeitamente o sentimento.</p>
<p>Posaram para fotos por 2 minutos e começou o evento. Foi uma batalha. Repórteres de programas de peso como Entertainment Tonight, E! e canais locais eram chamados independente dos braços levantados desde o primeiro minuto – incluindo o meu! Afinal, sempre pergunto. Sempre. Tem gente que pensa diferente, mas é a vida. Não concordo com quem viaja para ficar calado e faço meu trabalho. E, naquele momento, minha tarefa era representar a Atrevida, da editora Escala, e entrevistar Robert Pattinson [único não presente nas mesas-redondas agendadas para mais tarde].</p>
<p>Briguei forte pela chance de fazer perguntas e consegui aos 49 minutos do segundo tempo, depois de um bicão vindo lá da zaga. Competir com os americanos [domésticos, como chamamos] é maluquice. Eles têm todas as vantagens e os assessores os conhecem melhor, então fiquei muito feliz da conquista. Well done pra mim! =D</p>
<p>Consegui twittar um pouco durante essa coletiva, mandei fotos pra Atrevida e até liguei a webcam para mostrar o “circo” pra chefinha. =D Achei curto demais. Cerca de 20 minutos de coletiva. Normalmente temos entre 30 e 40 minutos, quando se trata de uma coletiva. Mas essa foi particularmente curta.</p>
<p>O passo seguinte foi passar pela área de imprensa e pegar minha credencial. Bateu orgulho ao ver SOS Hollywood nela. =D Tive aproximadamente 1 hora antes de me apresentar para o batente nas próximas entrevistas. O dia estava apenas começando. <em>Lua Nova </em>só mostrou que não seria nada fácil.</p>
<p><strong>SURPREZAS NO RANGO</strong><br />
Passei rapidamente pela feira, peguei algumas sacolas e fui surpreendido por seres realmente angelicais – selecionadas especialmente por Pepper Potts (e não estou falando da cadela do Borbs. Hehe) – para recrutar empregados para as Indústrias Stark! Isso mesmo, Tony Stark – O CARA! – quer contratar a gente [mais informações <a href="http://judao.mtv.uol.com.br/cinema/comic-con-2009-stark-industries-wants-you/">aqui</a>]. Recebi o cartão de visitas mais estiloso de todos os tempos, todo de plástico duro e cheio de informações sobre como trabalhar pro Tony. Show de bola!</p>
<p>Ano passado não teve jeito e gastei uma fortuna comendo dentro do Convention Center. Se você tem planos de aparecer por aqui, NUNCA coma lá dentro. US$ 9 num sanduiche sem vergonha. Ou numa salada. US$ 5 num hot dog – pão e salsicha. É um assalto. Trazer comida é uma boa ou então tentar a sorte nos restaurantes da região. Fui passear e levei um susto.</p>
<p>O SciFi Channel, que agora se chama <strong>Syfy </strong>[mexeu no visual, incluiu mais Luta Livre na grade e deixou de ser o canal dos meus sonhos], montou um restaurante no quarteirão adjacente ao Convention Center. Pirei no conceito! Personagens de Eureka recebendo os visitantes, tudo tecnológico, visual altamente recomendável para quem gosta de ficção científica.</p>
<p>- &#8220;É aqui mesmo!&#8221; – pensei. Mas fiquei feliz cedo demais. No mínimo 40 minutos de espera. E eu estava sozinho! Imagina para uma mesa de 8 pessoas, umas 2 horas, pelo menos! =D A mocinha da recepção sugeriu que eu comprasse algo “to go&#8221;. Fui ver os preços: US$ 15 numa salada ou num misto frio. É mole ou quer mais? Corri pro Subway. Demorou, mas é infalível. Com 7 doletas comi um 6” de frango teryaki e uma Coca de 600ml. Tudo lindo! Syfy restaurant fail! Hehe. Comi o sanduba no caminho de volta. </p>
<p>Encontrei com o Erico Borgo, do Omelete, do lado de fora. Ele estava se armando com o Steve Weintraub para fazer as entrevista em vídeo. Dentro da sala, trombei o camarada Marcelo Forlani (ele tinha feito aquele Tá Chovendo Almôndega, ou algo assim). Era hora de TRON! Jeff Bridges, Thirteen (Olivia Wilder), Gary Eglund e os produtores e diretores de Tron 2 abririam a tarde. O papo foi ótimo, ouvi um “Great question, actually”. CHUPA! =D Ah, TRON 2 foi filmado totalmente em 3D! Quero ver! Jeff Bridges rocks! Go Dude!<br />
<strong><br />
TIM BURTON, O HOMEM, O MITO</strong><br />
As leitoras da Atrevida piram com o Pattinson – que ainda precisa comer muito arroz e feijão para ser alguém de qualidade, aliás – mas não é segredo para ninguém que Tim Burton era a entrevista mais esperada do dia. Ninguém sabia se rolaria, pois a Disney não confirmou 100%, a lista de jornalistas era grande [quem chegasse tarde perdia o lugar], e ele tinha desencanado de algumas entrevistas de TV. Tudo podia acontecer.</p>
<p>Ele apareceu. Jaqueta preta, óculos escuros, cabelo desgrenhado como sempre. Bem, ele é ele e não há dúvidas. Papo começa, consegui perguntar – claaaaro – e até curti que uns jacus de um site americano qualquer não conseguiram. Poxa, a Disney avisou que havia limitação de espaço, aí os caras aparecem com: fotógrafo, apresentadora, gordo 1, gordo 2, sujeito fantasiado [hum, ele perguntou e ouviu um “não”, pergunta boba, resposta curta]. Imagino quantas pessoas ficaram de fora pra que essa patota pudesse participar. Uma pena.</p>
<p>Enfim, adorei conhecer o cara. Malucão, simpático, direto e dizendo coisas interessantes para as matérias. Vai se encaixar perfeitamente na minha próxima capa. =D (oops, segredo!). Várias fotos! Cybershot da Dona Lu trabalhou hoje. Hehe.</p>
<p><strong>KIRSTEN BELL E OS ASTROS TEEN</strong><br />
O fim da tarde reservada uma ótima surpresa visual e as entrevistas mais complicadas do dia. Conheci Kirsten Bell. Linda! Maravilhosa! Estonteante! Ela faz uma das vozes de <strong>Astroboy</strong>, ao lado de Freddie Highmore [um garoto que eu admiro bastante; adoro os filmes dele]. Contei pra ela que chorei em <strong>Fanboys</strong>, ela olhou pra mim, abriu um sorriso e disse: &#8211; “Muito obrigado, ganhei meu dia”. E eu podia encerrar o ano que tava valendo. <strong>Fanboys </strong>é tudo! Pronto!</p>
<p>Entrevista tranqüila, falamos sobre um eventual retorno a <em>Heroes</em>, carreira decolando no cinema e outras cocitas mais. Pena que de <em>Astroboy </em>rolou pouca coisa, afinal, eles não podem contar muita coisa. Veremos, veremos. </p>
<p>Acabamos falando com as beldades de <em>Sorority Row</em>, um filme de terror da <strong>Summit</strong>. Nunca vi mais gordo, mas quem está na Comic-Con tem que entrevistar. O r0cc0 adoraria estar ali, especialmente por causa dessa moça <a href="http://www.imdb.com/name/nm0263759/">aqui</a> ó. =D</p>
<p>E aí começou <em>Lua Nova</em>. Logo de cara, o diretor Chris Weitz, a roteirista Melissa Rosenberg e Ashley Green, que é bonita que só. E não parece em nada com uma vampira. Hehe. Muitas novidades sobre <em>Lua Nova</em> [confira na Atrevida, logo mais]. Aí veio a principal entrevista. Kristen Stewart e Taylor Lautner chegaram juntos. Kristen é meio doida. Agitada, sempre se mexendo, de certo modo, angustiada, sem conseguir colocar pra fora o que sente – pelo menos não de maneira satisfatória para ela mesma, por suas rações físicas – e chamativa com o visual Joan Jett [cabelo preto e curto, maquiagem escura e um modelito despojado]. Assim foi Kristen, que tem muito mais a dizer do que Taylor. O sujeito ainda é muito “verde”. Precisa de experiência, perdeu boas chances de mostrar o que sabe. Nada que o tempo não arrume.</p>
<p>E essa foi a última entrevista. Pouco depois, a sala seria tomada por jornalistas para as rodadas de entrevista para Avatar. Não fui convidado, logo, nada a comentar.</p>
<p><strong>NADA DE PAINÉIS NO DIA 1</strong><br />
Em 2008, Borbs e eu armamos uma operação de guerra para estar em muitos painéis, eventos e entrevistas. Erro estratégico. É impossível. O negócio é escolher um e dedicar um dia a ele. Não dá tempo, é simples. Se você fica 3 horas na fila, o painel dura outra hora e meia, já era um período do seu dia. Como os painéis conflitam com entrevistas, eles dançam. Por isso, vou ver painéis pequenos dessa vez. Aqueles sem filas quilométricas. É uma pena a Comic-Con não ter um sistema melhor para a cobertura jornalística. Como disso ano passado, é muito fácil “dizer que é jornalista”. Banalizar a credencial impede que algo decente seja feito nesse aspecto. É ruim, pois os painéis dão base para as entrevistas e ajudam na matéria, mais para a frente, mas torna a cobertura solo inviável.</p>
<p>Claro que, em 2008, tive metade da carga de entrevistas desse ano, então foi possível encaixar mais coisas. Esse ano está tenso. Amanhã, por exemplo, a Sony vai ocupar meu dia. Vou ver um painel. E só. Estou conversando com muitos participantes, prestando atenção em detalhes, entendendo esse evento de forma diferente. Veremos.</p>
<p>O primeiro dia acabou cedo para mim. Passeei mais um pouco, twittei mais um pouco e segui para a estação de trem. Amtrak saiu para Los Angeles as 6 da tarde. Lotado e vai lento nesse momento. Devo chegar tarde. Vai ser tempo de publicar essa matéria, atualizar as fotos, ficar um pouco com a família e dormir.<br />
Amanhã cedo, às 4h, começa tudo de novo. E vai ser isso pra mim. Só dois dias. O fim de semana é alucinante, lotado, impraticável. Vou escrever tudo que produzi, pois, além de tudo isso, estou em fechamento. Amanhã tem mais. Peter Jackson, Denzel Washington e Paul Bettany.Só dois dias, mas isso gera trabalho pra meses e meses.</p>
<p>Agora é hora de tirar uma soneca no trem. E torcer para que alienígenas não resolvam invadir a Terra hoje. Foi um trem desses que passou em chamas em <em>Guerra dos Mundos</em>. Já com saudades do “Nerdstão”. =D</p>
<p><em><font size="-2">Fábio M. Barreto</font></em></p>
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		<title>Depp: Chapeleiro Maluco</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 23:24:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Johnny Depp recebeu este correspondente para falar sobre Inimigos Públicos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2009/07/johnny-depp-c-2009-fabio-m-barreto.jpg" alt="johnny-depp-c-2009-fabio-m-barreto" title="johnny-depp-c-2009-fabio-m-barreto" class="aligncenter size-full wp-image-262" /></p>
<blockquote><p>Johnny Depp recebeu este correspondente para falar sobre <em>Inimigos Públicos</em>, mas, claro deu uma pincelada no aguardado <strong>Alice no País das Maravilhas</strong></p></blockquote>
<p>Ontem, o mundo foi apresentado ao visual do Chapeleiro Maluco, personagem original de Lewis Carroll e adaptado para o cinema por Tim Burton. Johnny Depp é o homem por trás da criatura. Em entrevista realizada na manhã ensolarada de Los Angeles, no hotel Four Seasons, Depp falou à revista <em>Sci-Fi News</em>/<strong>SOS Hollywood</strong>, sobre <em>Inimigos Públicos</em> e, claro, não podia perder a chance de falar sobre o próximo personagem. Confira a leitura de Depp, sobre <em>Alice no País das Maravilhas</em>:</p>
<p>“Busquei referência principalmente no livro. O Chapeleiro sempre me fascinou por conta de alguns detalhes que pouca gente percebe”, disse Johnny Depp a este correspondente. “Por exemplo, ele diz que ‘investiga coisas começadas pela letra M’. Fui buscar informações sobre isso, as razões para essa menção curta e simples, mas muito intrigante, e descobri que o Mercúrio presente na cola usada pelos chapeleiros tinha poderes alucinógenos e, por isso, criou-se a expressão ‘as mad as a hatter’/’tão louco quanto um chapeleiro’. Eles piravam por causa disso. Estudei cada uma dessas minúcias, então rascunhei minha idéia visual; Tim [Burton] mostrou os rabiscos dele, e foi engraçado ver que pensamos em coisas muito próximas (risos).”</p>
<p><img src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2009/07/chapeleiro-maluco.jpg" alt="chapeleiro maluco" title="chapeleiro maluco" class="aligncenter size-full wp-image-261" /></p>
<p>A entrevista completa, você confere na <em>Sci-Fi News </em>de agosto e, claro, aqui no <strong>SOS Hollywood</strong>.</p>
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		<title>Os Botões de Neil Gaiman</title>
		<link>http://www.soshollywood.com.br/entrevista-neil-gaiman/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 06:49:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Definitivamente, existe esse tema na minha obra ficcional que possibilita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-26 aligncenter" title="gaiman_buttons" src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2009/07/gaiman_buttons.jpg" alt="gaiman_buttons" /></p>
<blockquote><p>Definitivamente, existe esse tema na minha obra ficcional que possibilita ao personagem atravessar um portal e chegar a outro lugar que, embora semelhante ao nosso, seja totalmente diferente &#8211; Neil Gaiman</p></blockquote>
<p>Entrevistar Neil Gaiman sempre foi um sonho. Livros como <strong>Deuses Americanos</strong>, <strong>Os Filhos de Anansi</strong> e o desbunde visual de <em>Stardust</em>, ao lado de Charles Vess, foram alguns dos títulos que marcaram minha vida e carreira, isso sem contar <strong>Sandman</strong>. Tudo, claro, por conta do jeito como Gaiman consegue retratar o mesmo tema (na maioria dos casos) com vitalidade e maestria. Confesso que quando recebi o email convidando para a junket de lançamento de <strong>Coraline</strong> fiquei bastante ansioso, afinal, <strong>Neil Gaiman</strong> estava entre os presentes e, se fosse aprovado, realizaria mais um sonho.</p>
<p>A entrevista aconteceu e fiquei bastante feliz ao conhecer um de meus ídolos. Aquele medo do cara ser um porre era gigantesco e não queria, nunca, frustrar com Gaiman. O resultado do bate-papo está aí embaixo, mas o que foi muito bom foi o modo como o escritor tratou todos os jornalistas, a sinceridade com que tratou o tema e, claro, seu tradicional humor permeando todas as respostas. Muito mais que uma entrevista, foi uma conversa sobre livros, cinema e, claro, <strong>Coraline e o Mundo Secreto</strong>, filme que Gaiman está altamente empenhado na divulgação, seja por seu Twitter (@neilhimself) ou por suas inúmeras entrevistas em Los Angeles, Nova Iorque e Canadá, e resto do mundo, via telefone.</p>
<p>Foi um momento muito emocionante e profissionalmente positivo, pois estou cansado de entrevistar gente que não tem nada a dizer. Foi um encontro notável e inesquecível, precisava registrar, sem dúvida. Adorei <strong>Coraline</strong>, cujo livro, infelizmente, não li e até a pequena Ariel (a herdeira do clã) assistiu em 3D e pirou! Ela será apresentada ao livro tão logo aprenda a ler, pode apostar.</p>
<p>Encerrando, <strong>Neil Gaiman </strong>é o cara. Escreve como poucos hoje em dia, recebeu agradecimento de Alan Moore nas edições mais recentes de <em>Watchmen </em>e conseguiu criar uma obra-prima literária chamada <em>Deuses Americanos</em>. Atores apenas representam, escritores vislumbram novos mundos inteiros e, quando trabalhando direito, são capazes de mudar vidas com suas palavras: Neil Gaiman é um desses. Soberbo.</p>
<p><em>CONFIRA A ENTREVISTA:</em></p>
<p><strong>Quando você notou essa possibilidade sempre explorar novos mundos e jornadas de auto-descobrimento presentes em seus livros?</strong><br />
Não tenho a menor idéia. Essa é provavelmente uma daquelas coisas que acontecem quando você imagina estar fazendo algo totalmente diferente e empolgante a cada novo livro, mas quando se colocam todos os livros em ordem cai a ficha ‘olha fiz tudo relacionado, veja só’. E eles se parecem. Definitivamente, existe esse tema na minha obra ficcional que possibilita ao personagem atravessar um portal e chegar a outro lugar que, embora semelhante ao nosso, seja totalmente diferente.</p>
<p><strong>É algum tipo de “síndrome de <em>Alice no País das Maravilhas</em>”?</strong><br />
Pode ser, pois <em>Alice no País das Maravilhas</em> foi um livro que li, reli e reli tantas vezes que ele, provavelmente, foi gravado no meu DNA antes de me tornar escritor.</p>
<p><strong>Imaginar que <em>Coraline </em>seja um título capaz de ter esse efeito de longo prazo nas crianças? Ser algo formador como Alice foi no seu caso?</strong><br />
A coisa mais esquisita sobre Coraline é que ele foi publicado há sete anos. E sete anos é tempo demais para parâmetros infantis. Muita gente que leu por volta dos 11 anos de idade vem falar comigo agora e as experiências são fantásticas. <em>Coraline </em>foi realmente um livro seminal para algumas gerações. É uma sensação estranha encarar tudo isso e eles acham que eu seria muito mais velho do que sou, me sinto culpado por não parecer um bom velhinho (risos). Aliás, são essas pessoas que estão ansiosas pela estréia do filme e pensando: “é bom terem feito direito ou alguém vai morrer!” (gargalhadas).</p>
<p><strong>E a escolha de Henry Selick para dirigir? Deu certo?</strong><br />
Acho que ele mandou muito bem. Ele leva isso muito a sério.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-28" title="gaiman_selick" src="http://www.soshollywood.com.br/wp-content/uploads/2009/07/gaiman_selick.jpg" alt="gaiman_selick" /></p>
<p><strong>Você tem que dizer isso obrigatoriamente, confessa!</strong><br />
Humm, acho que o contrato desse não me obriga a elogiar não. Por exemplo, o contrato de <em>A Lenda de Beowulf</em> me proíbe terminantemente de dizer nada ruim ou maldoso sobre o filme até o fim dos meus dias (risos).  Aliás, o negócio de <em>Beowulf </em>é o seguinte: vai ser muito interessante ver onde os filmes de motion capture vão chegar daqui dez anos, pois nada do que eles conseguirem seria possível sem esse filme. O que me impressionou nesse projeto foi o fato de terem gastado US$ 160 milhões num longa-metragem 3D para adultos, sem nenhuma tentativa de atrair crianças. Há toda a discussão sobre ter funcionado ou não, mas como roteirista tinha minhas dúvidas sobre a capacidade daqueles rostos transmitirem as emoções necessárias para funcionar bem e perdemos muito ali. Como romancista, escrevo o que as pessoas vão imaginar. Sou como o cara que constrói a casa e mostra para você, leitor. Agora, como roteirista, faço uma espécie de planta baixa e mando as especificações. Dois anos depois me chamam para ver e acabo comentando coisas do tipo: ‘humm, notei que vocês colocaram o banheiro no meio da cozinha’ e alguém responde ‘pois é, ninguém nunca tinha feito isso antes, por isso achamos legal fazer, não é bacana?’; ou então, ‘e essa cor púrpura no lugar o branco, também mudou’, e a resposta ‘sabe a namorada do produtor? ela tem certeza de que essa cor vai ficar melhor’ (gargalhadas).<br />
<strong><br />
E quanto a Stardust?</strong><br />
Esse eu também posso dizer o que quiser. E gostei. O que acho mais interessante sobre <em>Stardust </em>é que daqui uns 20 anos, alguém pode querer refilmar e fazer algo totalmente diferente da visão que foi para os cinemas e, mesmo assim, ser tão interessante e dentro da proposta do livro. Sempre soube que o filme ficaria daquela maneira, pois a escolha do diretor define o tipo de filme que podemos esperar. Matthew Vaughn nunca faria algo à la Tarantino, Steven Spielberg ou Tim Burton, seria algo dentro do estilo dele. E foi o que aconteceu com <strong>Coraline</strong>. Terminei o primeiro tratamento e, mesmo faltando algumas páginas, pedi ao meu agente que enviasse a cópia para Henry Selick. Adorei <em>O Estranho Mundo do Jack</em>, sou um dos três seres humanos no mundo que notou que, embora o nome de Tim Burton esteja no título (<em>Tim Burton’s Nightmare Before Christmas</em>), o filme tenha sido dirigido por ele e não pelo Burton (risos) e pelo fato de ter levado meus filhos para assistir <em>James e o Pêssego Gigante</em>. Pensei: ‘há algo interessante sobre esse cara’.</p>
<p><strong>E o que é esse ‘algo interessante’?</strong><br />
Especialmente no tocante à animação stop-motion, toda a atenção aos detalhes e a disposição de seguir a história de acordo com o necessário. Foi um processo muito longo para nós dois, por exemplo, quando o livro foi publicado em junho de 2002, fiz uma leitura completa em São Francisco e quando acabei de ler, três horas e meia mais tarde, tinha gente gritando ‘leia de novo! Leia de novo!’ (risos). Henry estava lá, ele acompanhou todo o processo de <strong>Coraline</strong>. Houve um momento em que os direitos do livro expiraram e fiz o que ninguém recomenda – e fui até contra a norma da escola de escritores – e permiti a renovação gratuita. Queria que ele fizesse.<br />
<strong><br />
Então havia realmente um objetivo nisso tudo. Qual a razão?</strong><br />
O principal motivo é que ele não tem medo do escuro (risos). Ele entende que ter medo do que existe no escuro pode ser uma coisa boa. Vou dar um exemplo. Já assistiu ao Disney Channel? Então, não acontece nada lá. Sempre há alguém triste, pois, aparentemente, um personagem não foi convidado para a festa, ou pensa que não foi. E aí você se vê no meio de uma história em que todo mundo vai participar da bendita festa, mas houve apenas um mal-entendido. É a mesma ladainha de resolver esse “grande problema” e no final todo mundo se abraça (risos). Pô, tento ensinar as crianças através de uma história e as coisas tem que ter relevância. <strong>Coraline </strong>é um conto de fadas, essencialmente. Não precisamos dizer que há monstros por ali, pois, a essência humana garante que os monstros vão aparecer, mais cedo ou mais tarde. O que temos que contar é que esse monstro pode ser derrotado. Lembro da primeira versão de roteiro que Henry me apresentou, era fiel demais. Ele simplesmente havia transferido o livro para o filme e não funcionaria, eu sabia. Precisava de mais refinamento e de uma verdadeira adaptação. O livro não é um filme e ponto. Ele entendeu o processo.</p>
<p><strong>As ampliações de personagens sugeridas por Selick – Bobinski e as atrizes inglesas – foram &#8216;banheiros na cozinha&#8217;?</strong><br />
De maneira alguma. Adorei o resultado, pois tudo está no livro, mas Henry ampliou e deu a vida necessária a cada um deles. Bobinski está no livro como Mr. Bobo e é romeno, não russo como no filme. Já as duas atrizes inglesas aposentadas dizem ser da escola shakeasperiana, mas tenho minhas dúvidas se não eram dançarinas de cabaré.</p>
<p><strong>Há duas reações comuns sobre <em>Coraline</em>: gostei do livro, mas estou triste por meus filhos serem velhos demais para isso; e, gostei do livro, mas vou pensar duas vezes antes de mostrar para meus filhos. O filme seguirá esse caminho?</strong><br />
Acho que sim. Mas há uma terceira reação que pouca gente nota, pois não está presente nas críticas ou na internet: a reação das crianças. O que me fascinou em <strong>Coraline</strong>, como livro, foi notar adultos encarando como horror – acham absolutamente assustador – e crianças vivendo uma grande aventura, como se estivessem lendo dois livros totalmente diferentes. Muito adulto se assusta por conta de memórias reprimidas da infância, mas a garotada não tem nada reprimido ainda, então eles encaram de uma nova forma. Além disso, como adulto, você encara <strong>Coraline </strong>como a história de uma “criança em perigo” e esse é um dos gêneros literários mais assustadores possível, especialmente se você for um pai. Mas para crianças, é algo do tipo James Bond. Eles se identificam com <strong>Coraline </strong>e sabem que, no fim das contas, ela vai se dar bem. Adultos já ficam com o pé atrás, pois me conhecem e ficam na dúvida se algo terrível vai, ou não, acontecer. Não há dúvidas para as crianças e elas gostam de enfrentar algo grande e assustador. Parando para pensar, vencer algo trivial é coisa do Disney Channel e não leva a lugar nenhum.</p>
<p><strong>Um dos elementos mais marcantes da sua obra é o forte simbolismo. Em <em>Deuses Americanos</em> temos um graveto que se transforma em lança e, em <em>Coraline </em>vemos botões representando um mundo bizarro e assustador. As histórias nascem ao redor dos símbolos ou eles são assimilados ao longo da criação?</strong><br />
Basicamente, todos esses símbolos são ferramentas que sempre estão à disposição do escritor. Agora, com os botões, estamos falando de algo muito esquisito para mim. Se alguém me desse uma máquina do tempo, garanto que antes de usá-la para zanzar por aí lutando contra vilões e alienígenas, eu voltaria 20 anos na minha vida para me dar um recado: ‘em algum ponto no próximo ano, você terá a idéia de escrever um livro chamado <strong>Coraline</strong>, que ela terá uma Outra Mãe e ela terá botões pretos no lugar de olhos. Quando acontecer, por favor, escreva quando e como foi, pois você vai passar o resto da vida falando sobre isso’ (gargalhadas). Nunca prestei atenção e realmente não achei que isso fosse se transformar num livro.</p>
<p><strong>Morar em Minneapolis traz alguma inspiração especial?</strong><br />
Tirando idéias para histórias passadas no frio, não muita (risos). A melhor parte é morar longe de Los Angeles. Pense assim, se alguém quiser marcar uma reunião comigo ou discutir alguma idéia, precisa pagar US$ 5.000 para me trazer, colocar num hotel legal, dar boa comida e me levar de um lado para o outro. Você não imagina a quantidade de tempo que ganho evitando alguns aventureiros.</p>
<p><em><font size="-2">Texto: Fábio M. Barreto</font></em></p>
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		<title>[Entrevista] Neil Gaiman</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 20:15:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Definitivamente, existe esse tema na minha obra ficcional que possibilita ao personagem atravessar um portal e chegar a outro lugar que, embora semelhante ao nosso, seja totalmente diferente. - Neil Gaiman]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://judao.com.br/blogs/hollywood/files/2009/02/gaiman_buttons-600x412.jpg" alt="gaiman_buttons" title="gaiman_buttons" width="600" height="412" class="aligncenter size-medium wp-image-1210" /></p>
<blockquote><p>Definitivamente, existe esse tema na minha obra ficcional que possibilita ao personagem atravessar um portal e chegar a outro lugar que, embora semelhante ao nosso, seja totalmente diferente &#8211; Neil Gaiman
</p></blockquote>
<p>Entrevistar Neil Gaiman sempre foi um sonho. Livros como <strong>Deuses Americanos</strong>, <strong>Os Filhos de Anansi</strong> e o desbunde visual de <em>Stardust</em>, ao lado de Charles Vess, foram alguns dos títulos que marcaram minha vida e carreira, isso sem contar <strong>Sandman</strong>. Tudo, claro, por conta do jeito como Gaiman consegue retratar o mesmo tema (na maioria dos casos) com vitalidade e maestria. Confesso que quando recebi o email convidando para a junket de lançamento de <a href="http://judao.com.br/blogs/hollywood/2009/02/12/coraline/"><strong>Coraline</strong></a> fiquei bastante ansioso, afinal, <strong>Neil Gaiman</strong> estava entre os presentes e, se fosse aprovado, realizaria mais um sonho.</p>
<p><span id="more-1684"></span></p>
<p>A entrevista aconteceu e fiquei bastante feliz ao conhecer um de meus ídolos. Aquele medo do cara ser um porre era gigantesco e não queria, nunca, frustrar com Gaiman. O resultado do bate-papo está aí embaixo, mas o que foi muito bom foi o modo como o escritor tratou todos os jornalistas, a sinceridade com que tratou o tema e, claro, seu tradicional humor permeando todas as respostas. Muito mais que uma entrevista, foi uma conversa sobre livros, cinema e, claro, <strong>Coraline e o Mundo Secreto</strong>, filme que Gaiman está altamente empenhado na divulgação, seja por seu Twitter (@neilhimself) ou por suas inúmeras entrevistas em Los Angeles, Nova Iorque e Canadá, e resto do mundo, via telefone.</p>
<p>Foi um momento muito emocionante e profissionalmente positivo, pois estou cansado de entrevistar gente que não tem nada a dizer. Quer um exemplo? Falei com Amanda Righetti (<em>The Mentalist </em>e <em>Sexta-Feira 13</em>) por duas vezes já, e a mulher não responde absolutamente nada de interessante, acho que devia ter perguntado sobre malhação, dieta ou algo do tipo. Hehehe. Não é machismo, não, é uma triste constatação de que a “nova geração” de beldades considera a coisa toda como mero trabalho e só responde o necessário.</p>
<p>Não pude evitar um novo momento fanboy e pedi autógrafo no meu <strong>Stardust</strong>, versão brasileira da Conrad, e tirei uma fotinha. Foi um encontro notável e inesquecível, precisava registrar, sem dúvida. Adorei Coraline, cujo livro, infelizmente, não li e até a pequena Ariel (a herdeira do clã) assistiu em 3D e pirou! Ela será apresentada ao livro tão logo aprenda a ler, pode apostar.</p>
<p>Encerrando, <strong>Neil Gaiman </strong>é o cara. Escreve como poucos hoje em dia, recebeu agradecimento de Alan Moore nas edições mais recentes de <em>Watchmen </em>e conseguiu criar uma obra-prima literária chamada <em>Deuses Americanos</em>. Atores apenas representam, escritores vislumbram novos mundos inteiros e, quando trabalhando direito, são capazes de mudar vidas com suas palavras: Neil Gaiman é um desses. Soberbo.</p>
<p><strong>Quando você notou essa possibilidade sempre explorar novos mundos e jornadas de auto-descobrimento presentes em seus livros?</strong><br />
Não tenho a menor idéia. Essa é provavelmente uma daquelas coisas que acontecem quando você imagina estar fazendo algo totalmente diferente e empolgante a cada novo livro, mas quando se colocam todos os livros em ordem cai a ficha ‘olha fiz tudo relacionado, veja só’. E eles se parecem. Definitivamente, existe esse tema na minha obra ficcional que possibilita ao personagem atravessar um portal e chegar a outro lugar que, embora semelhante ao nosso, seja totalmente diferente.</p>
<p><strong>É algum tipo de “síndrome de <em>Alice no País das Maravilhas</em>”?</strong><br />
Pode ser, pois <em>Alice no País das Maravilhas</em> foi um livro que li, reli e reli tantas vezes que ele, provavelmente, foi gravado no meu DNA antes de me tornar escritor.</p>
<p><strong>Imaginar que <em>Coraline </em>seja um título capaz de ter esse efeito de longo prazo nas crianças? Ser algo formador como Alice foi no seu caso?</strong><br />
A coisa mais esquisita sobre Coraline é que ele foi publicado há sete anos. E sete anos é tempo demais para parâmetros infantis. Muita gente que leu por volta dos 11 anos de idade vem falar comigo agora e as experiências são fantásticas. <em>Coraline </em>foi realmente um livro seminal para algumas gerações. É uma sensação estranha encarar tudo isso e eles acham que eu seria muito mais velho do que sou, me sinto culpado por não parecer um bom velhinho (risos). Aliás, são essas pessoas que estão ansiosas pela estréia do filme e pensando: “é bom terem feito direito ou alguém vai morrer!” (gargalhadas).</p>
<p><strong>E a escolha de Henry Selick para dirigir? Deu certo?</strong><br />
Acho que ele mandou muito bem. Ele leva isso muito a sério.</p>
<p><img src="http://judao.com.br/blogs/hollywood/files/2009/02/gaiman_selick-600x400.jpg" alt="gaiman_selick" title="gaiman_selick" width="600" height="400" class="aligncenter size-medium wp-image-1211" /></p>
<p><strong>Você tem que dizer isso obrigatoriamente, confessa!</strong><br />
Humm, acho que o contrato desse não me obriga a elogiar não. Por exemplo, o contrato de <em>A Lenda de Beowulf</em> me proíbe terminantemente de dizer nada ruim ou maldoso sobre o filme até o fim dos meus dias (risos).  Aliás, o negócio de <em>Beowulf </em>é o seguinte: vai ser muito interessante ver onde os filmes de motion capture vão chegar daqui dez anos, pois nada do que eles conseguirem seria possível sem esse filme. O que me impressionou nesse projeto foi o fato de terem gastado US$ 160 milhões num longa-metragem 3D para adultos, sem nenhuma tentativa de atrair crianças. Há toda a discussão sobre ter funcionado ou não, mas como roteirista tinha minhas dúvidas sobre a capacidade daqueles rostos transmitirem as emoções necessárias para funcionar bem e perdemos muito ali. Como romancista, escrevo o que as pessoas vão imaginar. Sou como o cara que constrói a casa e mostra para você, leitor. Agora, como roteirista, faço uma espécie de planta baixa e mando as especificações. Dois anos depois me chamam para ver e acabo comentando coisas do tipo: ‘humm, notei que vocês colocaram o banheiro no meio da cozinha’ e alguém responde ‘pois é, ninguém nunca tinha feito isso antes, por isso achamos legal fazer, não é bacana?’; ou então, ‘e essa cor púrpura no lugar o branco, também mudou’, e a resposta ‘sabe a namorada do produtor? ela tem certeza de que essa cor vai ficar melhor’ (gargalhadas).<br />
<strong><br />
E quanto a Stardust?</strong><br />
Esse eu também posso dizer o que quiser. E gostei. O que acho mais interessante sobre <em>Stardust </em>é que daqui uns 20 anos, alguém pode querer refilmar e fazer algo totalmente diferente da visão que foi para os cinemas e, mesmo assim, ser tão interessante e dentro da proposta do livro. Sempre soube que o filme ficaria daquela maneira, pois a escolha do diretor define o tipo de filme que podemos esperar. Matthew Vaughn nunca faria algo à la Tarantino, Steven Spielberg ou Tim Burton, seria algo dentro do estilo dele. E foi o que aconteceu com <strong>Coraline</strong>. Terminei o primeiro tratamento e, mesmo faltando algumas páginas, pedi ao meu agente que enviasse a cópia para Henry Selick. Adorei <em>O Estranho Mundo do Jack</em>, sou um dos três seres humanos no mundo que notou que, embora o nome de Tim Burton esteja no título (<em>Tim Burton’s Nightmare Before Christmas</em>), o filme tenha sido dirigido por ele e não pelo Burton (risos) e pelo fato de ter levado meus filhos para assistir <em>James e o Pêssego Gigante</em>. Pensei: ‘há algo interessante sobre esse cara’.</p>
<p><strong>E o que é esse ‘algo interessante’?</strong><br />
Especialmente no tocante à animação stop-motion, toda a atenção aos detalhes e a disposição de seguir a história de acordo com o necessário. Foi um processo muito longo para nós dois, por exemplo, quando o livro foi publicado em junho de 2002, fiz uma leitura completa em São Francisco e quando acabei de ler, três horas e meia mais tarde, tinha gente gritando ‘leia de novo! Leia de novo!’ (risos). Henry estava lá, ele acompanhou todo o processo de <strong>Coraline</strong>. Houve um momento em que os direitos do livro expiraram e fiz o que ninguém recomenda – e fui até contra a norma da escola de escritores – e permiti a renovação gratuita. Queria que ele fizesse.<br />
<strong><br />
Então havia realmente um objetivo nisso tudo. Qual a razão?</strong><br />
O principal motivo é que ele não tem medo do escuro (risos). Ele entende que ter medo do que existe no escuro pode ser uma coisa boa. Vou dar um exemplo. Já assistiu ao Disney Channel? Então, não acontece nada lá. Sempre há alguém triste, pois, aparentemente, um personagem não foi convidado para a festa, ou pensa que não foi. E aí você se vê no meio de uma história em que todo mundo vai participar da bendita festa, mas houve apenas um mal-entendido. É a mesma ladainha de resolver esse “grande problema” e no final todo mundo se abraça (risos). Pô, tento ensinar as crianças através de uma história e as coisas tem que ter relevância. <strong>Coraline </strong>é um conto de fadas, essencialmente. Não precisamos dizer que há monstros por ali, pois, a essência humana garante que os monstros vão aparecer, mais cedo ou mais tarde. O que temos que contar é que esse monstro pode ser derrotado. Lembro da primeira versão de roteiro que Henry me apresentou, era fiel demais. Ele simplesmente havia transferido o livro para o filme e não funcionaria, eu sabia. Precisava de mais refinamento e de uma verdadeira adaptação. O livro não é um filme e ponto. Ele entendeu o processo.</p>
<p><strong>As ampliações de personagens sugeridas por Selick – Bobinski e as atrizes inglesas – foram &#8216;banheiros na cozinha&#8217;?</strong><br />
De maneira alguma. Adorei o resultado, pois tudo está no livro, mas Henry ampliou e deu a vida necessária a cada um deles. Bobinski está no livro como Mr. Bobo e é romeno, não russo como no filme. Já as duas atrizes inglesas aposentadas dizem ser da escola shakeasperiana, mas tenho minhas dúvidas se não eram dançarinas de cabaré.</p>
<p><strong>Há duas reações comuns sobre <em>Coraline</em>: gostei do livro, mas estou triste por meus filhos serem velhos demais para isso; e, gostei do livro, mas vou pensar duas vezes antes de mostrar para meus filhos. O filme seguirá esse caminho?</strong><br />
Acho que sim. Mas há uma terceira reação que pouca gente nota, pois não está presente nas críticas ou na internet: a reação das crianças. O que me fascinou em <strong>Coraline</strong>, como livro, foi notar adultos encarando como horror – acham absolutamente assustador – e crianças vivendo uma grande aventura, como se estivessem lendo dois livros totalmente diferentes. Muito adulto se assusta por conta de memórias reprimidas da infância, mas a garotada não tem nada reprimido ainda, então eles encaram de uma nova forma. Além disso, como adulto, você encara <strong>Coraline </strong>como a história de uma “criança em perigo” e esse é um dos gêneros literários mais assustadores possível, especialmente se você for um pai. Mas para crianças, é algo do tipo James Bond. Eles se identificam com <strong>Coraline </strong>e sabem que, no fim das contas, ela vai se dar bem. Adultos já ficam com o pé atrás, pois me conhecem e ficam na dúvida se algo terrível vai, ou não, acontecer. Não há dúvidas para as crianças e elas gostam de enfrentar algo grande e assustador. Parando para pensar, vencer algo trivial é coisa do Disney Channel e não leva a lugar nenhum.</p>
<p><strong>Um dos elementos mais marcantes da sua obra é o forte simbolismo. Em <em>Deuses Americanos</em> temos um graveto que se transforma em lança e, em <em>Coraline </em>vemos botões representando um mundo bizarro e assustador. As histórias nascem ao redor dos símbolos ou eles são assimilados ao longo da criação?</strong><br />
Basicamente, todos esses símbolos são ferramentas que sempre estão à disposição do escritor. Agora, com os botões, estamos falando de algo muito esquisito para mim. Se alguém me desse uma máquina do tempo, garanto que antes de usá-la para zanzar por aí lutando contra vilões e alienígenas, eu voltaria 20 anos na minha vida para me dar um recado: ‘em algum ponto no próximo ano, você terá a idéia de escrever um livro chamado <strong>Coraline</strong>, que ela terá uma Outra Mãe e ela terá botões pretos no lugar de olhos. Quando acontecer, por favor, escreva quando e como foi, pois você vai passar o resto da vida falando sobre isso’ (gargalhadas). Nunca prestei atenção e realmente não achei que isso fosse se transformar num livro.</p>
<p><strong>Morar em Minneapolis traz alguma inspiração especial?</strong><br />
Tirando idéias para histórias passadas no frio, não muita (risos). A melhor parte é morar longe de Los Angeles. Pense assim, se alguém quiser marcar uma reunião comigo ou discutir alguma idéia, precisa pagar US$ 5.000 para me trazer, colocar num hotel legal, dar boa comida e me levar de um lado para o outro. Você não imagina a quantidade de tempo que ganho evitando alguns aventureiros.</p>
<p><img src="http://judao.com.br/blogs/hollywood/files/2009/02/gaiman_barreto-600x335.jpg" alt="gaiman_barreto" title="gaiman_barreto" width="600" height="335" class="aligncenter size-medium wp-image-1209" /></p>
<p><em><font size="-2">Fábio M. Barreto</font></em></p>
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